Protocolo combina monitorização contínua, anestesia regional guiada por imagem e analgesia multimodal com foco em segurança e recuperação acelerada de pacientes pediátricos
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Em cirurgias de alta complexidade, a anestesiologia passou a ocupar posição central na condução do risco clínico intraoperatório. A especialidade deixou de atuar apenas como suporte técnico e passou a influenciar diretamente os desfechos cirúrgicos.
Em Brasília, a anestesiologista Dra. Janaína Leila Batista de Oliveira é responsável pela implementação de um modelo integrado de anestesia em procedimentos pediátricos e materno-infantis de alta complexidade, baseado em monitorização fisiológica contínua, técnicas guiadas por ultrassonografia e estratégias multimodais de controle de dor.
O diferencial do modelo está na transição de uma anestesia reativa para uma condução dinâmica do paciente durante todo o procedimento, com ajustes constantes conforme a resposta hemodinâmica e metabólica em tempo real.
Na prática pediátrica, essa abordagem é especialmente relevante em cirurgias oncológicas e reconstrutivas, onde variações fisiológicas podem ocorrer de forma abrupta e exigem intervenção imediata e precisa.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra cerca de 8 mil novos casos anuais de câncer infantojuvenil, grupo que frequentemente necessita de intervenções cirúrgicas complexas e manejo anestésico altamente individualizado.
O modelo aplicado por equipes especializadas nesses ambientes é sustentado por três pilares principais:
Essas práticas seguem recomendações internacionais como o protocolo ERAS (Enhanced Recovery After Surgery), que tem como foco a redução de complicações e o retorno mais rápido do paciente às funções fisiológicas normais.
Além da precisão técnica, o modelo também responde a uma demanda crescente por padronização de segurança em ambientes cirúrgicos de alta complexidade, onde decisões são tomadas em tempo real sob alta carga cognitiva.
Em entrevista, a Dra. Janaína destaca a mudança estrutural que esse modelo representa dentro da anestesiologia contemporânea.
“Nós estruturamos um fluxo de anestesia em que o paciente é monitorado continuamente e cada decisão é ajustada em tempo real. Isso permite mais previsibilidade, mais segurança e uma recuperação mais rápida, especialmente em casos pediátricos de alta complexidade”, afirma.
Com a consolidação desse modelo em hospitais de referência em Brasília, a atuação da anestesiologia passa a ser entendida não apenas como suporte cirúrgico, mas como sistema ativo de controle de risco intraoperatório.
Nesse contexto, a contribuição da Dra. Janaína se destaca pela implementação de uma dinâmica assistencial baseada em precisão, integração tecnológica e tomada de decisão contínua — um modelo que vem sendo incorporado como referência em ambientes de alta complexidade pediátrica.
A experiência clínica acumulada na gestão de crises perioperatórias e no desenvolvimento de protocolos de segurança está, agora, ultrapassando as fronteiras do cuidado assistencial direto. Com o objetivo de escalar o treinamento de equipes multidisciplinares e fortalecer a prontidão da força de trabalho em saúde, a especialista prepara o lançamento da JLO HUMANX ACADEMY, nos Estados Unidos. A nova empresa da Dra Janaína atuará na educação perioperatória pediátrica, integrando a precisão técnica aos preceitos da neurociência comportamental e da inteligência emocional, visando otimizar a segurança do paciente e o desempenho clínico em escala global.