Editorial

Atenção aos casos de síndrome respiratória aguda

Os estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso e Santa Catarina, registram o aumento de casos de SRAG associados ao rinovírus

acritica.com
12/05/2026 às 07:50.
Atualizado em 12/05/2026 às 07:50

(Foto: Agência Brasil)

O Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado no dia 7 de maio, indica que 18 das 27 capitais apresentam nível de atividade de Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) em alerta, risco ou alto risco (considerando as duas últimas semanas). A síndrome é uma complicação inflamatória pulmonar grave, com falta de ar intensa, acumulo de líquidos e insuficiente oxigenização.

Os estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso e Santa Catarina, registram o aumento de casos de SRAG associados ao rinovírus, o que deve mobilizar atenção dos agentes de saúde para o adequado atendimento dos pacientes, orientação dos cuidados a serem tomados e reforço das medidas preventivas.

Há sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo, considerando as seis últimas semanas nas capitais Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Joao Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Rio De Janeiro (RJ), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Teresina (PI).

O aumento de casos da SRAG em nível nacional, de acordo com o InfoGripe, é causado pelo período sazonal de maior circulação dos vírus da influenza A e do vírus sincicial respiratório (VSR). Com exceção do Paraná e de São Paulo, sinalizam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco com tendência de crescimento nas últimas semanas, os estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Os casos de SRAG por Covid-19 estão com indícios de aumento no Ceará e Maranhão, tendo por base a atualização compreendida no período de 26 de abril a 2 de maio. Os analistas indicam, como esperado, um aumento no número de casos tanto de influenza A quanto de VSR nesta época do ano, devido a sazonalidade dos vírus, cujo pico costuma ocorrer em meados de maio. Por outro lado, o início mais cedo do período sazonal da influenza, nas regiões Norte e Nordeste, irá implicar na queda antecipada dos casos confirmados pelo vírus em vários estados dessas regiões.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz, chama atenção para o fato de a influenza A permanecer em níveis elevados em diversos estados. Ela faz um apelo à vacinação entre os grupos de maior risco a fim de prevenir casos graves e óbitos.

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