Sim e Não

Bolsonarismo e lulismo polarizam cenário político no Amazonas

A conclusão faz parte de uma nova sondagem eleitoral de consumo interno, ao qual a coluna teve acesso, que aponta um Amazonas cada vez mais influenciado pela disputa entre lulismo e bolsonarismo

André Alves
13/05/2026 às 07:55.
Atualizado em 13/05/2026 às 07:55

(Foto: Reprodução)

A polarização nacional segue projetando sombra sobre a eleição estadual. A conclusão faz parte de uma nova sondagem eleitoral de consumo interno, ao qual a coluna teve acesso, que aponta um Amazonas cada vez mais influenciado pela disputa entre lulismo e bolsonarismo. O cenário demonstra que candidaturas associadas aos polos nacionais largam com vantagem diante de nomes sem padrinhos fortes no plano federal. Caso de Maria do Carmo Seffair, apoiada por Bolsonaro, e Omar Aziz, por Lula.

Tração -  A leitura interna do levantamento também indica que o peso político de Bolsonaro hoje parece maior que o de Lula no Amazonas. Quando os apoios nacionais entram no jogo estadual, candidaturas vinculadas ao ex-presidente demonstram maior capacidade de impulsão eleitoral.

Preferência  - No Senado, o bolsonarismo demonstra força e também disputa interna. Alberto Neto lidera com folga quando associado diretamente a Bolsonaro. Os eleitores de Flávio Bolsonaro indicam, ainda, preferência por Plínio Valério como segunda opção para a eleição no Senado.

Recall  - A sondagem eleitoral também animou aliados de Marcelo Ramos no PT. Mesmo distante do protagonismo político dos últimos anos, o ex-deputado federal segue competitivo nos cenários para o Senado, preserva recall relevante e continua sendo um dos poucos nomes da esquerda amazonense com capacidade de dialogar além da bolha ideológica.

Porém -  Apesar da antecipação do debate eleitoral, ainda há espaço para mudanças importantes em 2026. Os índices de rejeição elevados e o contingente de eleitores sem identidade ideológica rígida indicam um cenário menos consolidado do que aparenta.

Obstáculo  - Pela pesquisa, o grupo governista enfrenterá dificuldades para transformar estrutura administrativa em transferência efetiva de votos. Fica claro que Roberto Cidade terá trabalho para consolidar sua competitividade eleitoral.

Desconexão  - A percepção captada pela sondagem é que o nome do governador-tampão permanece pouco conectado emocionalmente ao eleitorado e que ele precisa buscar uma identidade política própria.

Déjà-vu  - O gabinete do vice-governador Serafim Corrêa virou cenário de uma espécie de viagem política ao passado nesta terça-feira (12). Por lá, Serafim recebeu o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, e o ex-vice-prefeito Mário Frota, personagens históricos de diferentes fases da política amazonense.

Memória  - Serafim foi prefeito de Manaus, tendo Mário Frota como vice. Já Arthur, também ex-prefeito da capital, cruzou com Serafim em diferentes momentos da vida pública, ora em campos próximos, ora em lados distintos. A cena foi interpretada como uma espécie de reencontro de um ciclo histórico da política local.

Expectativa  - Um é suplente do União Brasil na Câmara Municipal de Manaus (CMM), a outra, suplente do partido na Assembleia Legislativa do Estado (ALE/AM). Tanto Caio André quanto Brena Dianná estão em compasso de espera pela decisão da vereadora Jacqueline Pinheiro, que assumiu cadeira no Legislativo Estadual, mas não sabe se fica ou se volta. A decisão dela garantirá mandato para um dos dois.

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