A faixa-etária com maior número de notificações é a de 20 a 39 anos (964), seguida da de 40-59 anos (305).
(Foto: Agência Brasil)
Os mais recentes números do Painel de Dados, da Fundação de Vigilância em Saúde no Estado do Amazonas-‘Drª Rosimary Costa Pinto’ (FVS-AM), mostram que foram notificados 4.188 casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre janeiro até última semana de outubro. Nos últimos sete dias foram 14 casos.
Os registros de SRAG por vírus respiratório são 1.478, sem caso notificado nos últimos sete dias. Na classificação final por esse tipo de vírus, 69 positivaram para Covid-19, 207 – influenza, e 1.202 – outros vírus.
A maioria dos pacientes é de homens, com 54,2% (801 do total das notificações). As pacientes mulheres somam 45,8% (677 casos). Crianças, na faixa etária de um a 4 anos (1.175 notificações) e idosos, considerando a faixa etária de 60 anos ou mais (187 registros) são os mais afetados.
No item ‘Casos de SRAG por raça/cor, o painel aponta os pardos com o maior volume de adoecimentos, 1.224 (82,2%), seguidos por indígenas (127 registros, o que corresponde a 8,6% do total). Os povos com os maiores casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave são, respectivamente, os yanomami tiveram 37 ocorrências, os kanamari, 15, os kulina, 14, os kulina pano, 13.
Na listagem dos 13 sinais, os mais recorrentes, de acordo com a FVS-AM, são tosse (186 – 89,9%), dispinéia (falta de ar, dificuldade de respirar), 168 ou 81,2%; febre, 161 - 77,8%; desconforto respiratório, com 156 casos (75,4%), seguidos de saturação de oxigênio (44,4%), fadiga (30,9%), dor de garganta (23,7%).
A tuberculose também chama atenção com 3.327 casos e 207 óbitos no período de janeiro a segunda semana de outubro deste ano. A faixa-etária com maior número de notificações é a de 20 a 39 anos (964), seguida da de 40-59 anos (305). A classificação de maior incidência de tuberculose por município coloca Manaus em primeiro lugar, seguido por Santa Isabel do Rio Negro, Autazes, Japurá e Manacapuru. A tuberculose pulmonar responde por 86,8% das notificações com 2.889 registros.
A péssima qualidade do ar na cidade de Manaus e em outros municípios do Amazonas impacta ainda mais a condição de vida e de saúde das populações. São vários dias seguidos de registro dos níveis “insalubre” e “péssima” desse ar como a capital amazonense em primeiro lugar no ranking das cidades do mundo com pior qualidade do ar. Em consequência, UBSs e hospitais lotados.