Renato tomou a iniciativa durante evento no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ/AM), esta semana, quando ambos se encontraram na cerimônia de posse de novos juízes
(Fotos: Divulgação)
Após um pedido via cochico, feito pelo prefeito de Manaus, Renato Junior (Avante), o governador interino Roberto Cidade (União) disse que aceita conversar com o mandatário do Município, num gesto de aproximação pública que há muito tempo não via entre Prefeitura e Governo. Renato tomou a iniciativa durante evento no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ/AM), esta semana, quando ambos se encontraram na cerimônia de posse de novos juízes. Ao abraçar Cidade, Renato soltou a frase ao pé dou ouvido: “Vamos conversar”.
Aceno - Durante a coletiva que concedeu ontem, para anunciar a parceria com o ex-prefeito Serafim Corrêa, escolhido vice em sua chapa, o governador interino sustentou que, se for procurado, vai destinar espaço em sua agenda para Renato Junior.
Lastro - Ao anunciar Serafim Corrêa como vice na chapa do mandato-tampão, Roberto Cidade tentou carimbar na composição a ideia de segurança administrativa. Na coletiva, destacou confiança, preparo e experiência do ex-prefeito de Manaus e ex-secretário, repetindo que precisava ter ao lado alguém capaz de ajudar a conduzir “uma máquina tão complexa”.
Prumo - “Você tem que ter um vice que seja preparado. O Serafim é preparado”, sustentou o governador interino. Serafim correspondeu: “É uma alegria poder contribuir com o meu estado, o estado que tudo me deu, nesse momento de transição”.
Experiência - A coluna apurou que a escolha de Serafim Corrêa para compor com Roberto Cidade levou em conta mais do que afinidade política. A avaliação é que o ex-prefeito agrega à chapa aquilo que Cidade mais precisava reforçar: experiência administrativa e imagem de credibilidade.
Cálculo - Pesou ainda o fato de Serafim aceitar a composição sem projeto eleitoral para outubro. Roberto Cidade tinha opções como os colegas Joana Darc e Felipe Souza, mas ambos já têm planos próprios (ela para a Câmara Federal, ele para a reeleição). Na prática, nenhum trocaria um mandato quase certo de quatro anos por nove meses de governo tampão.
Reprimenda - O lançamento de Ricardo Mello (PL) como vice na chapa de William Bittar (PSDB), para a eleição indireta ao governo-tampão, abriu ruído dentro do Partido Liberal. Secretário-geral da sigla no Amazonas, Chico Preto afirmou que a decisão não teve aval partidário e classificou o movimento como um “voo solo”, sem chancela da legenda.
Disciplina - Ao citar deveres de “lealdade, disciplina e respeito às diretrizes partidárias”, Chico Preto elevou o tom e indicou possível reação interna contra Ricardo Mello. Conforme informou a coluna, na semana passada, o PL já fechou um acordo com Roberto Cidade e vai dedicar os três votos da legenda na ALE-AM para o atual governador interino.
Mudança - O III Fórum ESG promovido por Cieam e Suframa, ontem, serviu para reafirmar uma mudança de linguagem e de estratégia no discurso da indústria da Zona Franca de Manaus. O tema deixou de ser apenas obrigação reputacional para virar argumento de competitividade.
Estratégia - Ao reunir setor produtivo, especialistas e instituições em torno de soluções ambientais, inclusão social e governança, o encontro mostrou que o tema ESG já não é mais “acessório”. É parte da tentativa de reposicionar o PIM num mercado cada vez mais exigente.