A grande imprensa dava como certa a investigação sob o comando de Omar. Ele deu até entrevistas indicando como conduziria a CPMI.
(Foto: Agência Senado)
Embora tenha classificado como “livramento” o resultado da votação que deu à oposição a presidência da “CPMI do INSS”, fato é que senador Omar Aziz (PSD) esteve no centro de um dos maiores vexames da política nacional dos últimos tempos, que teve como principal motivo a desarticulação da base de apoio do governo Lula no Congresso Nacional. A grande imprensa dava como certa a investigação sob o comando de Omar. Ele deu até entrevistas indicando como conduziria a CPMI.
Véspera - Um dia antes da votação que escolheu o senador Carlos Viana (Podemos/MG) como presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, por 17 votos a 14, Omar deu entrevista à CNN, que resumiu em seu site: “Omar Aziz diz que ninguém será poupado das investigações da CPMI do INSS”. A página ainda deu destaque à frase: “Vamos investigar todos os lados”.
Fúria - Visivelmente irritado, assim que o resultado foi proclamado Omar se dirigiu aos colegas da base aliada, Randolfe Rodrigues e Eliziane Gama, e disse: “Culpa de vocês”. O registro foi feito por O Globo. O Metrópoles acrescentou um questionamento do senador do AM aos colegas: “Vocês não sabem contar voto, não?”.
Gesto - Apesar da frustração e dos gritos de comemoração da oposição, o senador Omar Aziz disse ao microfone, imediatamente após o anúncio da votação: “Quero desejar ao senador Carlos Viana toda sorte, e que ele possa conduzir o trabalho com a isenção que lhe é peculiar”. À imprensa, acrescentou: “Sou um democrata. Sei reconhecer que perdi”.
No alvo - Membro da CPMI do INSS, o deputado federal Sidney Leite (PSD) apresentou requerimento para que as denúncias contra bancos, por descontos ilegais em consignados de aposentados e pensionistas, entrem na investigação. Ele também ressaltou que a comissão não tem “réus predefinidos”, mas “fatos a esclarecer”.
Pregação - Durante “encontro com mulheres evangélicas de Manaus”, em auditório da Ufam, a primeira-dama da República afirmou que “não existe a Janja versão evangélica”. Segundo ela, “existe a Janja que acredita que Deus se manifesta de diferentes formas”. A fala confronta um ponto central da fé evangélica, que reconhece exclusivamente em Jesus Cristo a manifestação divina.
Vaias - Ainda na Ufam, durante o Encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia, do qual Janja participou, o presidente do PT/AM, deputado estadual Sinésio Campos, foi vaiado ao ser anunciado. Constrangido, ele adentrou o evento junto com os demais membros da mesa.
Motivo - O apoio do petista ao governador Wilson Lima (União), que, por sua vez, apoia o ex-presidente Jair Bolsonaro, teria sido o motivo da reprovação pública. Ao A Crítica 17 Horas, Sinésio sugeriu que quem o vaiou não conhece a sua história.
Vitrine - Representantes de 15 países da América Latina e Caribe visitaram a Cooperativa do Tarumã-Mirim, em Manaus, referência na agricultura familiar que abastece a merenda escolar da rede municipal.
In loco - A missão técnica foi organizada pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores. Durante a visita, os estrangeiros conheceram o processo de produção e entrega dos alimentos às escolas.