Sim e Não

Ex-subsecretário-geral da ONU critica visão econômica sobre a Amazônia

“O dinheiro busca o curto prazo, e a Amazônia virou um prêmio de loteria”, afirmou ele, durante o evento internacional.

André Alves
01/07/2026 às 08:09.
Atualizado em 01/07/2026 às 08:09

(Foto: Pacific Press)

A Amazônia continua sendo tratada pela elite econômica brasileira como uma “fronteira barata” para expansão dos negócios, criticou o ex-subsecretário-geral da ONU, Achim Steiner, ao participar da Conferência de Sustentabilidade de Hamburgo, na Alemanha. Segundo ele, essa lógica privilegia ganhos imediatos e impede uma transformação estrutural da região. “O dinheiro busca o curto prazo, e a Amazônia virou um prêmio de loteria”, afirmou ele, durante o evento internacional.

Obstáculo - Na avaliação de Achim Steiner, o maior obstáculo ao desenvolvimento sustentável da Amazônia está fora da floresta. Para ele, governos seguem concentrando investimentos nos grandes centros econômicos, enquanto cidades amazônicas permanecem com poucas alternativas produtivas. As informações são da Folha de SP.

Corredor - O resultado é um “corredor estreito” de oportunidades, que dificulta a geração de renda, pressionando o meio ambiente. Para Steiner, a COP30, realizada em Belém, entrará para a história por demonstrar que a agenda climática sobreviveu mesmo sem os EUA, após Donald Trump retirar o país do Acordo de Paris.

Destaque - O ex-dirigente da ONU atribuiu à diplomacia brasileira o mérito de impedir que o boicote americano paralisasse as negociações globais e disse que a proposta de eliminar gradualmente os combustíveis fósseis tende a ganhar força nas próximas conferências.

Diplomacia - Steiner também tocou em uma ferida aberta do governo Lula. Enquanto defende uma rota global para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, o Brasil avança na prospecção de petróleo na costa amazônica. A Petrobras perfura um poço a 160 km de Oiapoque, operação que pode abrir uma nova frente de exploração justamente na região que o país promete proteger.

Baixa - A crise entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro fez a primeira vítima política – ela própria. A ex-primeira-dama anunciou sua saída da presidência do PL Mulher após conversar com Jair Bolsonaro e comunicar a decisão ao presidente da sigla, Valdemar Costa Neto.

Exposição - Oficialmente, Michelle alegou que pretende se dedicar integralmente aos cuidados do marido e da filha. Mas a saída é vista como consequência direta do racha exposto publicamente nos últimos dias.

Rachadura - Mais do que uma disputa familiar, o embate escancarou uma crise de liderança dentro do bolsonarismo. Ao acusar Flávio de tê-la “humilhado”, “desrespeitado” e “maltratado”, Michelle atingiu justamente um dos maiores desafios da campanha presidencial do senador: conquistar o eleitorado feminino.

Devolução 1 - Depois de ser alvo de críticas por acompanhar a Copa do Mundo nos Estados Unidos enquanto mantinha o mandato no Senado, Romário anunciou que devolverá aos cofres públicos a parte do salário correspondente ao período em que permanecer fora do país.

Devolução 2 - O senador, que atua como comentarista esportivo da Cazé TV durante o Mundial, afirmou que a decisão busca evitar questionamentos sobre o uso de recursos públicos.

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