Discussão sobre uso da área no entorno do aeroporto deve priorizar planejamento urbano, sustentabilidade e impactos sociais da expansão do PIM
Área no entorno do aeroporto internacional “Eduardo Gomes” vira debate (Foto: Reprodução)
A iniciativa de pautar e debater a área no entorno do aeroporto internacional “Eduardo Gomes” em Manaus é fundamental. Deve ser ampliada e discutida por segmentos de diferentes campos do conhecimento – da economia, educação, cultura, meio ambiente à saúde – a fim de acumular volume de informações capazes de sustentar o cenário mais adequado à expansão do Polo Industrial de Manaus (PIM).
Em entrevistas a A CRÍTICA, o superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Leopoldo Montenegro, disse que ter recebido sondagem sobre uso da área no entorno do aeroporto de Manaus, estimada em 8 milhões de metros quadrados.
A direção da Suframa apresenta elementos que mostram a necessidade de expansão da área do PIM atualmente com 200 projetos aprovados para serem implantados na capital.
Para o engenheiro de trânsito Manoel Paiva, a área oferecida na região do aeroporto internacional Eduardo Gomes não supre 10% da necessidade do bloco de empresas em processo de instalação. O técnico alerta sobre a necessidade de se buscar uma solução que avance para além do “resolver de forma emergencial”.
Outras vozes precisam ser escutadas e, em última instância, a exigência nessa questão é de um estudo técnico que coloque em primeiro plano a sociobiodiversidade e não privilegie o item econômico-financeiro. Trata-se de temática relevante para dinamizar o PIM, a capital amazonense e a região metropolitana com impactos diretos nos demais municípios do Estado.
O envolvimento do maior número de segmentos sociais nesse debate poderá representar um passo a frente na forma de pensar e tomar decisões de alta repercussão sobre a ocupação dos espaços da cidade e os efeitos de tais atos.
Há tempo e se houver determinação e responsabilidade dos conjuntos atores políticos ter-se-á como resultado uma proposta social, ambiental e economicamente para o lugar de base da expansão do polo industrial.
Manaus está em asfixia em diferentes segmentos exatamente pela tomada de medidas que foram tomadas sem o respeito aos pilares básicos do planejamento urbano que hoje detém conhecimentos acumulados e ensina: tomar decisões corretas é mais econômico e mais saudável do que insistir em velhas condutas movidas principalmente pelo peso econômico-político.