Em meio a confusão sobre o fenômeno que provoca variações nos ventos e nas temperaturas, o aparato governamental e as instituições respeitáveis de pesquisa cientifica têm uma das principais funções para esclarecer, estabelecer núcleos de monitoramento e de serviços nas regiões do Brasil.
(Foto: Agência Brasil)
Os governos nos três níveis (federal, estaduais e municipais) devem, mesmo em tempo de campanha eleitoral e de eleições nacionais, cumprir com uma responsabilidade constitucional: atuar de forma transparente e em tempo ágil para criar estrutura em todas áreas que possam reduzir os efeitos do El Niño. São ações diferenciadas e que envolvem iniciativas nas áreas da educação e da comunicação.
Até agora, metade do ano de 2026, a população vive sob o impacto de informações contraditórias que diariamente, em diferentes plataformas, são lançadas ora por jornalistas, ora por pesquisadores, influenciadores, ONGs e replicadas no espaço vasto das redes sociais, por vezes com acréscimos pessoais, estes a partir dos parâmetros próprios. Em meio a confusão sobre o fenômeno que provoca variações nos ventos e nas temperaturas, o aparato governamental e as instituições respeitáveis de pesquisa cientifica têm uma das principais funções para esclarecer, estabelecer núcleos de monitoramento e de serviços nas regiões do Brasil.
Diariamente, nas conversas informações das pessoas comuns, de diferentes idades, nos pontos de ônibus, nos agrupamentos de espera do Uber, nas escolas, nos bares e noutros espaços de sociabilidades, a pergunta mais feita é no que acreditar quando se trata do El Niño: nas informações de que os efeitos, este ano, serão profundos? Em que lugares? No posicionamento de pesquisadores que apontam para um El Niño mais brando, nas atitudes apressadas e sem a adequada publicidade do que está ou será feito de alguns gestores para ‘segurar’ verba pública nessa direção.
É possível estabelecer critérios que funcionem em nível nacional, estadual e municipal, e de respeito as especificidades dos locais. Daí a relevância de instituições como as prefeituras e as câmaras municipais que, em parceria com outros segmentos dos municípios, poderão mapear e estabelecer os pontos vulneráveis. Desse modo, será possível prevenir e agir em longo, médio e curto prazo para que os serviços públicos, privados, as pessoas, em todas as faixas etárias – com ênfase às crianças e aos idosos – os animais possam ser alcançados diante de situações extremas.
A pandemia da Covid-19 mostrou o alto preço pago pela sociedade pela falta de estrutura, de atenção e de sensatez dos gestores públicos e dos demais poderes na tomada correta de decisão. Há a ideia de que houve um aprendizado doído. Que o El Niño seja enfrentado de modo diferente.