Com R$ 4,3 bilhões aprovados, fundo fortalece combate a incêndios, restauração florestal e povos da Amazônia
Fundo Amazônia voltou ao centro da política ambiental do país (Foto: Reprodução)
O Fundo Amazônia voltou ao centro da política ambiental do país. Entre 2023 e maio deste ano, arrecadou R$ 2,6 bilhões em doações de oito países e da União Europeia, além de aprovar quase R$ 4,3 bilhões em projetos. O contraste é direto com o governo Bolsonaro, período em que novas aprovações foram travadas e as doações ficaram paralisadas. A Noruega segue como principal financiadora do fundo no novo ciclo, com R$ 618 milhões já fechados. Em seguida aparece o Reino Unido, com R$ 555 milhões.
Capilaridade - Para a Amazônia Legal, onde o AM ocupa posição estratégica, o dado mais relevante é que 75% dos municípios da região já contam com projetos vinculados ao fundo, de acordo com reportagem da Folha de S. Paulo.
Prevenção - Um dos focos do Fundo Amazônia será o combate aos incêndios florestais, com R$ 521 milhões previstos para equipamentos, capacitação e bases operacionais. A frente ganha urgência diante da previsão de eventos climáticos mais severos.
Guardiões - Também estão previstos R$ 1,2 bilhão para projetos voltados a populações que protegem a floresta, com ações de renda, saneamento e educação.
Cinturão - Entre os projetos bancados pelo Fundo Amazônia, o Restaura Amazônia aparece como uma das apostas mais simbólicas do governo Lula na área ambiental. A iniciativa prevê R$ 450 milhões para recuperar áreas degradadas no sul e sudeste da floresta, justamente a faixa mais pressionada pelo desmatamento.
Honraria - O Conselho Universitário da Ufam aprovou a concessão do título de Doutor Honoris Causa ao indigenista Egydio Schwade e de Professor Honoris Causa ao historiador José Ribamar Bessa Freire. As homenagens reconhecem trajetórias dedicadas ao indigenismo, aos direitos humanos, à educação, à memória e à história da Amazônia.
Referências - Egydio Schwade é cofundador da Opan e do Cimi, e referência na defesa dos povos indígenas, especialmente dos Waimiri-Atroari. José Ribamar Bessa Freire, ex-professor da Ufam, construiu obra intelectual voltada à valorização das línguas, da memória e da história dos povos originários.
Vigilância - A FVS participou, nesta sexta-feira (12), da oficina-piloto de implementação da metodologia STAR, voltada à avaliação estratégica de riscos em saúde pública. A iniciativa, feita em parceria com o Ministério da Saúde, usa metodologia desenvolvida pela OMS e aplicada nas Américas com apoio da Opas.
Prevenção - Segundo a diretora-presidente da FVS, Tatyana Amorim, a escolha do Amazonas reforça a capacidade técnica das equipes estaduais. A ferramenta deve qualificar a detecção, a preparação e a resposta a emergências em saúde pública, fortalecendo a atuação do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde.
Proteção - A Sejusc concluiu capacitação com policiais militares que atuarão no 59º Festival de Parintins. A formação abordou direitos humanos, proteção de mulheres, crianças, adolescentes, igualdade racial e diversidade.