Lançado pelo Anthropic Labs, o Claude Design permite criar trabalhos visuais como apresentações, protótipos, one-pagers e peças de marketing conversando com a inteligência artificial. Ainda está em beta para assinantes.
(Foto: Reprodução)
Lançado pelo Anthropic Labs, o Claude Design permite criar trabalhos visuais como apresentações, protótipos, one-pagers e peças de marketing conversando com a inteligência artificial. Ainda está em beta para assinantes.
A diferença para um gerador de imagens é grande. O Claude Design não devolve um desenho: devolve um layout real, editável, com código por trás. Dá para exportar em PDF e PowerPoint ou enviar direto para o Canva ou Adobe Express.
Você descreve o que precisa. Por exemplo: "uma apresentação de oito slides para vender peças para indústrias do Polo Industrial, tom sóbrio, azul e cinza". O Claude monta a primeira versão em segundos.
Daí em diante, o ajuste é conversa. Você comenta em um elemento específico, edita o texto direto na tela, arrasta, redimensiona e usa controles deslizantes que o próprio Claude cria para afinar espaçamento e cor.
Também dá para importar o que você já tem: um arquivo Word, um PowerPoint, uma planilha ou a captura de um site. Ele lê o material, entende sua identidade visual e aplica o mesmo padrão nas peças seguintes.
1. Proposta comercial. Aquele orçamento em Word vira uma proposta visual de quatro páginas, com capa, escopo e investimento organizados.
2. Treinamento interno. O manual de atendimento que ninguém lê vira um material apresentável para a reunião de segunda.
3. Teste de ideia. Antes de contratar um site, gere três versões da página inicial e escolha a direção com o time.
Vale lembrar que o claude designer não substitui um designer em um projeto. Não inventa posicionamento. E não salva conteúdo ruim: se a mensagem é fraca, o resultado fica bonito e vazio.
O gargalo muda de lugar. Antes, o custo estava em executar. Agora, está em decidir o que dizer. A ferramenta entrega em cinco minutos o que levava uma semana, mas continua sendo você quem define a promessa, o preço e o argumento.
A minha dica para a primeira vez que você for usar: Escolha uma peça que você já usa e refaça. Não invente um projeto novo. Pegue a proposta que você enviou na semana passada, cole o texto e peça uma versão visual. Compare as duas.
Em quarenta minutos você terá formado sua própria opinião, que vale mais do que qualquer artigo, inclusive este.
A tecnologia deixou de ser o obstáculo. O que separa a boa ideia da boa apresentação, hoje, é apenas a decisão de sentar e testar.