Tanto a Federal Internacional de Futebol (Fifa) quanto a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) permanecem dependentes de acordos políticos que contrariam aquilo que ambas instituições instituíram como missão.
(Foto: Reuters)
A ‘pior campanha do Brasil’ em Copas Mundiais de Futebol permanecerá como assunto por algumas semanas até ser substituído por outros eventos. Nesse tipo de evento – Copa Mundial de Futebol – algumas questões realmente sérias se acumulam a cada edição.
Tanto a Federal Internacional de Futebol (Fifa) quanto a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) permanecem dependentes de acordos políticos que contrariam aquilo que ambas instituições instituíram como missão.
Cada vez mais ficam expostas as fraturas da Fifa e da CBF, para citar dois casos, que influenciam diretamente na constituição das seleções nacionais e na forma de atuação dos times em nível estadual.
Nesta edição da Copa, o papel do presidente da Fifa tem sido de autoridade subserviente em especial ao atual governo dos EUA. Donaldo Trump tem usado e abusado da condição de presidente do país, uma das três sedes da Copa, para determinar condições dos que entram nos Estados Unidos, como integrantes de seleção de futebol, seleções inteiras encurraladas, árbitros, equipes técnicas e até mandar retirar cartão dado a um jogador.
Mais que desrespeito, os atos de Trump ferem as regras internacionais nessa área e a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Para o presidente estadunidense nada disso importa e sim o que ele quer e, por parte da Fifa, a postura tem sido de acatar e se submeter a cenas constrangedoras e vergonhosas para agradar Trump. Não se sabe o que Trump irá produzir até o final da Copa deste ano, no dia 19 de julho. De qualquer modo, o que aconteceu até agora já reúne fatos suficientes para, em nível global, as sociedades nacionais, os jogadores, os torcedores questionem e lutem por mudanças.
O futebol é, em todo o mundo, o esporte mais popular. Em torno dele, multidões se reúnem para torcer. Eventos como a Copa Mundial afetam sentimentos e, na maioria dos movimentos de torcedores, o que se percebe são espetáculos bonitos que podem ser mobilizados as mais bonitas atitudes ou à violência. Quando os que comandam o evento são autoritários e se sentem à vontade para subjugar outros participantes o que deveria ser um grande encontro do futebol, das possibilidades que esse esporte carrega como instrumento de estímulo à cidadania universal torna-se algo menor e feio.