Sim e Não

Lula reforça pressão pelo fim da escala 6x1 enquanto eleição movimenta cenário no Amazonas

O fim da escala 6x1 deixou de ser apenas uma pauta trabalhista e passou a ocupar espaço central na estratégia eleitoral de Lula.

André Alves
25/08/2026 às 07:59.
Atualizado em 25/08/2026 às 07:59

(Foto: Agência Brasil)

“Tempo para a família”. Foi com esse argumento que o presidente Lula entrou, nesta segunda-feira (24), na pressão pela aprovação do fim da escala 6x1. Ao defender a redução da jornada sem corte de salário, o petista disse que o trabalhador precisa ter mais tempo para o lazer, para cuidar da saúde e acompanhar o crescimento dos filhos. A pauta, que ganhou peso na campanha pela reeleição, está agora nas mãos do senador Omar Aziz (PSD), escolhido relator da PEC na CCJ do Senado.

Campanha - O fim da escala 6x1 deixou de ser apenas uma pauta trabalhista e passou a ocupar espaço central na estratégia eleitoral de Lula. O governo quer ver a PEC aprovada antes da eleição de outubro e aposta no tema para reforçar a ligação do presidente com trabalhadores e sindicatos. A defesa de mais tempo para a família virou o principal argumento político da vez.

Degelo -  A retomada da PEC também expõe a reconstrução da relação entre Lula e Davi Alcolumbre. O texto ficou meses parado no Senado enquanto os dois estavam rompidos por causa da indicação de Jorge Messias ao STF. Com a reaproximação, Alcolumbre enviou a proposta à CCJ e destravou a pauta .

Embate 1 - Omar Aziz entrou no jogo como peça-chave da ofensiva de Lula pelo fim da escala 6x1. O senador pretende apresentar seu parecer já na quinta-feira (27) e é favorável ao mérito da proposta.

Embate 2 -  Do outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro tenta empurrar a votação para depois da eleição e defende uma “jornada flexível”, negociada entre trabalhadores e empresas.

Populismo -  Daniella Marques, coordenadora econômica de Flávio, classificou o debate sobre o fim da 6x1 como “populista e inócuo”.

Aperto -  A nova pesquisa Projeta, divulgada nesta segunda-feira (24), embaralhou o topo da corrida pelo Governo do Amazonas. Omar aparece com 25,72%, mas agora tem Roberto Cidade (União) no retrovisor, com 24%, o que seria um empate técnico. David Almeida (Avante) tem 15,46% e Maria do Carmo (PL) 14,43%.

Encolhida -  Uma semana antes, a DMP mostrava cenário mais confortável para Omar, com 33,7%, contra 18,8% de Cidade, posicionado como terceiro colocado nessa sondagem. Nesse caso, Maria do Carmo (PL) aparecia em segundo lugar, com 20,8%.

Rejeição -  Apesar das diferenças entre os levantamentos, há um obstáculo recorrente no caminho de David Almeida: a rejeição. Na Projeta, o exprefeito lidera com folga o índice dos que dizem não votar nele de jeito nenhum: 29,20%. A AtlasIntel de maio já havia apontado David como o mais rejeitado entre os candidatos ao governo, com 48,5%.

Vigilância -  A campanha eleitoral mal começou e o eleitor já acionou o “modo fiscal”. Em apenas cinco dias, o Pardal, aplicativo do TSE para denúncias de irregularidades na propaganda, saltou de 1.103 para 3.468 registros.

Controle -  Candidaturas a deputado estadual lideram as reclamações, com 1.245 ocorrências, seguidas pelas de deputado federal, com 1.096. Propaganda irregular em vias públicas e na internet concentra boa parte das denúncias.

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