Temperatura elevada aumenta riscos à saúde e reforça necessidade de ações conjuntas do poder público para proteger a população
(Foto: ARQUIVO 2025/Paulo Bindá/A CRÍTICA)
A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) se confirmou. Manaus alcançou, na segunda-feira (31 de agosto), 37°C, com sensação térmica entre 41° e 42° à tarde, dependendo do tipo da cidade. A alta temperatura impacta moradores, em especial, os que não dispõem de aparelhos de ar-condicionado – equipamento que reduz a sensação de calor – trabalhadores de rua e aquelas pessoas que necessitam percorrer, diariamente, longas distâncias, entre outros setores.
As reclamações de mal-estar, dor de cabeça, tontura, ressecamento dos olhos e da garganta foram recorrentes em ambientes como escolas e feiras posturantes, professores e técnicos administrativos. O alerta do Inmet deveria funcionar como meio da tomada de providências imediatas a fim de oferecer atenção em escala ampliada e rápida às pessoas que dela necessitasse.
O calor na cidade é considerado por especialistas do clima como normal, o que ocorre este ano é a elevação a nível extremo. Manaus está despreparada para lidar com essa temperatura, há recomendações dos setores públicos da área da saúde quanto a aumentar consumo de água, de sucos e alimentos leves, evitar exercícios físicos mais intensos e proteger a pele.
Parcela expressiva da população não dispõe de recursos financeiros para mudar sua rotina e adotar outros compromissos. Por isso, os governos do estado e do município de Manaus deveriam trabalhar em ações conjuntas e preventivas, desse modo em acordo com o 31 de agosto, a cidade estaria apta a oferecer uma rede de serviços de atenção à saúde em todas as cinco zonas e, com maior intensidade, nas zonas de calor. Nessas ações, de acordo com o InfoAmazonia, a temperatura pode ficar acima de 10°C.
Legisladores juntos com pesquisadores podem estudar alternativas que funcionem nos dias em que a temperatura é extrema e gerem represente prejuízos tanto à economia quanto a setores como o da educação. A falta de estrutura em Manaus denuncia o descaso para com essa pauta e a omissão oficial.
É preciso que o assunto seja incluído nas ações governamentais com responsabilidade e determinação. Na capital, o reforço à arborização, a criação de áreas de refúgio, oferta de água em condições de consumo e a disseminação de informações em pontos físicos e na internet pode ser útil aos que se sentirem desorientados sobre o que fazer ou como socorro aos que querem ajudar.