Medidas sensatas para evitar o caos

28/12/2020 às 09:31.
Atualizado em 13/03/2022 às 18:53

A pressão para o afrouxamento das medidas restritivas decretadas pelo Governo do Estado, em vigor desde o dia 26, alcançou o ápice já primeiro dia de vigência, em atos de protestos e de violência. O conflito demonstra, de um lado, o aparelhamento de determinados setores cujos representantes atuam na direção do quanto pior melhor, e, de outro, realça a importância de investir no instrumento do diálogo.

O longo processo da pandemia exacerbou condutas que no varejo não implicavam em prejuízos e mobilizações de revoltas de graves consequências. Mas no quadro pandêmico, todos ou a maioria da população, dos setores de serviço, da saúde, da educação, do comércio informal e de agrupamentos político-partidários lançam ao mesmo tempo no espaço público suas manifestações.

Como agir na crise produzida pela pandemia? Aos governantes é a tarefa primeira reconhecer a existência de um cenário de profunda instabilidade, a complexidade dele e identificar possíveis alternativas ao  enfrentamento. Ao Legislativo e Judiciário, cabe ser parte na busca de soluções. É possível afirmar que desde a crise produzida pela gripe espanhola, o bom manejo da interdependência dos poderes nunca foi tão necessário quando agora. Representantes dos poderes, porém, mostram-se em franco duelo. Fragilizam o que se convencionou chamar de espaço democrático, atuam uns tentando devorar os outros enquanto o coronavirus 19 avança nas cidades. A pressão econômica que desde o primeiro momento da pandemia ganhou destaque nas falas de políticos tenta se sobrepor. O esforço dos profissionais da saúde e de pesquisadores para fazer valer protocolos de distanciamento, uso de máscara e limpeza das mãos é banalizado. As mais de 5 mil mortes que o Amazonas ostenta, somente pela Covid-19, não impactam no sentido de a cidadania agir e cessar aglomerações e festas clandestinas. Os apelos desesperados de parentes de pessoas acometidas pela doença por uma vaga no hospital tornaram-se menor.

Se não houver firme posição dos integrantes dos poderes executivo, legislativo e judiciário, honestidade e transparência nos atos para superar divergências, o Amazonas caminhará em direção à situação de maior gravidade na economia e na saúde. Que haja responsabilidade constitucional e bom senso na construção de pactos menos nocivos à maioria da sociedade.

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