No Amazonas, o destaque na geração de empregos foi o setor de construção civil, seguido de perto pela Zona Franca de Manaus.
(Foto: Agência Brasil)
**O mercado de trabalho no Brasil continua aquecido, apesar da complexidade do cenário com juros altos e avanço da inflação.** Foram criados mais de 767 mil postos de trabalho com Carteira assinada de janeiro a maio deste ano. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem, mostram resiliência da economia brasileira em meio a um panorama geral desafiador.
No Amazonas, o destaque na geração de empregos foi o setor de construção civil, seguido de perto pela Zona Franca de Manaus. O saldo positivo entre admissões e demissões foi de 1,4 mil empregos formais no Estado em maio.
O setor produtivo está empregando, e as expectativas para o segundo semestre são as melhores. Ontem, o Conselho de Administração da Suframa (CAS) aprovou pauta de projetos industriais que prevê investimentos que superam R$ 3 bilhões nos próximos três anos, e abertura de mais de mil novos empregos.
A realização da Copa do Mundo de futebol também contribui para o aquecimento do mercado, impulsionando contratações tanto na indústria como no comércio e também no setor de serviços.
Evidente que temos muito o que melhorar, tanto do ponto de vista das empresas quanto dos empregados. O Brasil ainda não alcançou uma situação de pleno emprego - cenário econômico em que quase todas as pessoas aptas e dispostas a trabalhar encontram ocupação. Além disso, a qualidade do trabalho, a produtividade dos trabalhadores, a burocracia persistente para contratar, e a qualificação da mão de obra são algumas questões que precisam ser abordadas de maneira mais estratégica pelo poder público e pela iniciativa privada.
A qualificação da mão de obra, por exemplo, está diretamente relacionada a melhores remunerações. Instituições como o Sistema S desenvolvem um trabalho fundamental no treinamento de pessoal, mas é algo que precisa ser ampliado, inclusive com apoio do governo e das prefeituras. No comércio, por exemplo, que também é um dos principais empregadores em Manaus, precisamos de mais projetos para qualificação e valorização de trabalhadores.