Setor produtivo e parlamentares afirmam que alteração na tributação pode elevar custos do Polo Industrial de Manaus e prometem recorrer à Justiça caso não haja recuo.
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A Receita Federal abriu uma nova frente de tensão com a Zona Franca de Manaus ao reduzir a alíquota zero de PIS e Cofins nas vendas feitas por fornecedores de outros estados ao Polo Industrial de Manaus. A conta pode até nascer fora do AM, mas deve chegar às fábricas embutida no preço dos insumos. Depois da repercussão negativa, a pergunta não é mais o quanto a medida prejudica o PIM, mas quanto tempo o governo deixará a RF sustentar uma interpretação que contraria o discurso oficial de proteção ao modelo.
A indústria amazonense e a bancada federal começaram a pressionar o governo pela revisão da medida. O argumento é simples: o incentivo não foi criado para beneficiar empresas do Sul e Sudeste, mas precisa manter competitiva a produção instalada na Amazônia. Sem recuo da Receita, a reação chegará aos tribunais.
Wilson Lima (União) escolheu um dos maiores contingentes organizados do interior para reforçar sua pré-campanha ao Senado. Ele reuniu esta semana representantes da pesca de 59 municípios e apresentou-se como candidato da categoria. O eleitorado em questão está espalhado pelas calhas dos rios e tem poder de mobilização.
Mais do que barcos, motores ou fábricas de gelo, as lideranças da pesca levaram ao ex-governador uma demanda menos vistosa e mais urgente: documentação. Sem registro profissional atualizado e, em alguns casos, até documentos civis, pescadores ficam impedidos de acessar o seguro-defeso e outros benefícios federais.
Um detalhe sobre o encontro de Wilson com os pescadores é que a reunião teve a presença do deputado licenciado Silas Câmara (Republicanos), que está temporariamente afastado da cadeira na Câmara Federal para ser coordenador da pré-campanha ao governo de Omar Aziz (PSD). Omar terá como rival nas urnas o governador Roberto Cidade (União), aliado de Wilson.
A Polícia Civil calcula ter retirado R$ 132,2 milhões do caixa do narcotráfico no primeiro semestre. As 6,8 toneladas apreendidas mostram que o combate às facções também passa pelo bolso. Menos droga em circulação significa menos dinheiro para financiar armas, logística e expansão territorial.
Uma das maiores apreensões do período expôs novamente o rio Negro como corredor do tráfico internacional. Em fevereiro, uma tonelada de skunk foi interceptada em operação que prendeu três homens, entre eles um colombiano apontado como responsável pelo transporte da droga pela região.
Com quase R$ 200 milhões circulando em poucos dias, o Festival de Parintins reafirmou a sua força econômica. O deputado Comandante Dan, porém, levantou a pergunta que sempre volta depois que os visitantes deixam a ilha: quanto dessa riqueza permanece em saúde, educação, mobilidade e qualidade de vida para quem mora no município?
Para Dan, Parintins precisa parar de depender de um único fim de semana para atrair turistas. A proposta é usar o festival como vitrine para montar uma agenda permanente de eventos culturais, gastronômicos, esportivos e de ecoturismo.