Um Amazonas de Lutas

Mundial de jiu-jitsu na Califórnia é dominado por amazonenses

Almério Augusto
05/06/2023 às 20:38.
Atualizado em 06/06/2023 às 13:12

Xande Ribeiro, o campeão Absoluto deste ano Victor Hugo e Rafael Lovato Jr. (Divulgação)

A arte suave mundial está em festa com a realização de mais uma edição do maior e mais conceituado torneio da modalidade na, já tradicionalíssima, Pirâmide de Long Beach, na Califórnia. O estado norte-americano conhecido como golden coast testemunhou o brilho do jiu-jitsu amazonense na edição 2023 do mundial da IBJJF (International Brazilian Jiu-Jitsu Federation).

Tivemos amazonenses em variados pódios, conquistando muitas medalhas e apresentando para o mundo um jiu-jitsu de alta qualidade. Entretanto, nosso diferencial na edição deste ano foi o domínio - quase - total das categorias mais leves da faixa preta e coroação de um ídolo do esporte, desta vez como técnico de um campeão absoluto.

Lucas Pinheiro, campeão mundial do peso galo.

 Guerreiros do Amazonas conquistaram nove das dezesseis medalhas (entre ouro, prata e bronze) colocadas em disputa nas categorias de peso galo, pluma, pena e leve. Esse grandioso feito merece registro específico, considerando que mais de uma centena de atletas da elite mundial do jiu-jitsu buscavam um medalha dessa.

No peso galo, categoria já vencida por amazonenses, a final da edição de 2023 foi decidida por dois atletas que fizeram história desde os tempos em que competiam em Manaus. Lucas Pinheiro, o Bad Boy, acabou superando o também campeoníssimo Thalison Soares, sagrando-se campeão mundial. Já no peso leve, o Amazonas se fez representar entre os quatro melhores do planeta com a medalha de bronze de Jackson Nagai.

Diego Pato vence entre as estrelas do peso pluma.

 Se as estatísticas entre os pesos mais leves já eram excelentes, elas ainda melhoram (e muito) se considerarmos tão somente as categorias pluma e pena. Ambas vêm sendo dominadas há algum tempo pelos mesmos nomes e essa acirrada competição permitiu que os amazonenses subissem ao pódio em primeiro, segundo e terceiro lugares na edição deste ano.

No peso pluma, Diego Pato sagrou-se campeão diante de Meyram Maquiné e tendo Diogo Reis como medalhista de bronze. Já no peso pena a conquista do mundo foi alcançada por Samuel Nagai, deixando Diego Sodré com a prata e Fabrício Andrey no terceiro lugar. Absolutamente todos os nomes citados neste parágrafo estão habituados a subirem no lugar mais alto do pódio e costumam se alternar entre si no topo das respectivas categorias. 

Samuel Nagai, o novo rei dos guerreiros do peso pena, comemora com seu irmão e também técnico Jackson Nagai, medalhista de bronze na categoria leve.

 Fechando a menção honrosa à belíssima campanha dos nossos conterrâneos no Mundial da IBJJF, vale o registro da vitória na categoria absoluto de Victor Hugo, pupilo do membro do hall da fama da arte suave Xande Ribeiro, o que o credencia como também vencedor na condição de técnico. 

Claro que ainda tem muita gente que mereceria ser mencionado aqui, mas infelizmente nos falta espaço para tudo isso. Sintam-se honrados é lembrado na figura dos heróis aqui nominados e certos que todos são responsáveis pela construção da reputação da nossa terra como um verdadeiro Amazonas de Lutas. Parabéns a todos os envolvidos.

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