Pesquisa da Câmara Brasileira do Livro revela protagonismo das mulheres pretas e pardas e influência das redes sociais no consumo de livros
Mercado de livros no Brasil tem alta de 2% e ganha 3 milhões de leitores (Foto: Reprodução)
O Brasil ganhou mais 3 milhões de novos leitores e esse dado é para ser festejado por todo aspecto positivo que o ato de ler significa em uma sociedade cada vez movida pelas plataformas eletrônicas. O crescimento tem por base o ano de 2025 e, se visto pelo porcentual, pode parecer pequeno - 2% - ao contrário é significativo diante da queda no consumo desse produto.
A pesquisa Panorama do Consumo de Livros, de responsabilidade da Câmara Brasileira do Livro e realização da Nielsen BookData, mostra que 18% da população com idade de18 anos ou mais adquiriu ao menos um livro nos últimos 12 meses. O protagonismo das mulheres pretas e pardas é um dos destaques do estudo. Esse segmento representou 30% do total de consumidores de livros e da metade das mulheres que compram livros, e o público masculino apresenta baixo nível de consumo.
As faixas etárias, de 18 a 34 anos, avançaram, juntas, 3,4 pontos porcentuais em relação ao ano anterior, de acordo com a pesquisa e, nesse contexto, as comunidades virtuais aparecem como impulsionadoras para novos leitores, por meio dos criadores de conteúdo, de recomendações online e das comunidades virtuais.
Mais da metade do total das compras (56%) de livros foram feitas por redes sociais. As mulheres entre 25 e 54 anos representam 76% das consumidoras e 26% do total de consumidores de livros que compram por essas plataformas, mostra a pesquisa. Outros dados indicam que 70% dos consumidores de livros disseram gostar de acompanhar lançamentos, principalmente por meio de sites de compras (34%), indicação de pessoas próximas (30%), livrarias (24%), e criadores de conteúdo (22%).
O desempenho do setor de livros de colorir é um dos mais positivos. Cresceu, na comparação 2025/2024, 7,1% na população adulta. Significa que aproximadamente 11 milhões de pessoas compraram ao menos um exemplar, o equivalente a 40% dos consumidores de livros, consolidando o segmento como um dos fenômenos recentes do mercado brasileiro.
Por esse estudo, a livraria física tem função relevante. É vista como espaço para relaxar e explorar o mundo dos livros sem pressa por 53% dos consumidores; e 46% associam a livraria à conexão com cultura e conhecimento. Foram ouvidas 16 mil pessoas com mais de 18 anos de todas as regiões do Brasil e dos estratos socioeconômicos das classes A, B, C, D e E, no período de 13 e 19 de outubro do ano passado.