O drama do tráfico de pessoas

31/07/2019 às 10:32.
Atualizado em 13/03/2022 às 20:50

O tráfico de pessoas, quando seres humanos são usados como mercadoria - seja para escravidão, exploração sexual ou venda de órgãos -, é uma das atividades criminosas que mais cresce neste século. Estima-se que mais de 25 mil pessoas no mundo sejam vítimas desse comércio macabro a cada ano, segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Infelizmente, o Amazonas também engrossa as estatísticas. Pelo menos 56 casos foram registrados no Estado nos últimos sete anos. Na maior parte dos casos, as mulheres são as vítimas mais vulneráveis, ludibriadas com a promessa de oportunidades de trabalho e ótima remuneração, acabam se tornando reféns de redes de prostituição de abrangência internacional, vivendo um verdadeiro pesadelo.

Ontem foi celebrado o Dia Mundial de combate ao Tráfico de Pessoas. O Ministério Público do Trabalho (MPT), a ONU Brasil e parceiros lançaram a campanha “Somos Livres: todos contra o tráfico de pessoas”. O objetivo é alertar sobre essa triste realidade, divulgar formas de prevenção e, principalmente, meios para denunciar esse tipo de crime, cuja erradicação é um dos grandes problemas contemporâneos no mundo. Dados do Ministério da Justiça mostram que a maior parte das vítimas é usada para fins de exploração sexual ou trabalho escravo. É preciso ter especial atenção às populações mais vulneráveis à ação dos criminosos. Em Manaus, por exemplo, a capital a convive com o drama dos migrantes venezuelanos, pessoas que literalmente lutam pela própria sobrevivência e que ficam à mercê de todo tipo de ação criminosa.

Ao longo desta semana, como forma de alertar a população sobre o assunto, a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) iniciou uma série de atividades. As ações fazem parte da Semana de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas,  que começou na tarde de ontem, no Largo de São Sebastião. Trata-se de um problema quase invisível, pois as vítimas, geralmente, são retiradas do País e ficam incomunicáveis com familiares e amigos. Os números registrados pelo Poder Público referem-se apenas aos que sobreviveram, conseguiram fugir e denunciaram o crime. Mas inúmeros outros morrem, permanecem aprisionados ou simplesmente se calam por vergonha da própria situação.

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