Editorial

O impacto do calor extremo e das poluições de ar e sonora

Há movimento maior de carretas operando em horários de rush o que impacta na já difícil fluidez dos demais veículos.

acritica.com
13/08/2026 às 08:02.
Atualizado em 13/08/2026 às 08:02

(Foto:Agência Brasil)

As elevadas temperaturas em Manaus e outros municípios do Amazonas somadas as poluições sonora e do ar estão provocando distúrbios nas pessoas de várias ordens.

São reclamações de dor de cabeça, náusea, tontura, fadiga, insônia e irritação. Pessoas em diferentes faixas etárias relatam a sensação de mal-estar e a dificuldade para manter atividades que antes conseguiam desenvolver normalmente.

Nas ruas, a falta de pontos de apoios, de água em condição de consumo humano, de áreas arborizadas e o excesso de veículos transformam o trânsito de veículos em outra frente diária de estresse. Há movimento maior de carretas operando em horários de rush o que impacta na já difícil fluidez dos demais veículos.

Um outro dado recorrente é o registro de carretas com problemas que, paradas em algum ponto das pistas, tornam-se barreiras para os demais veículos seguirem seus cursos. Toda semana, duas a três carretas apresentam problemas em algum ponto da cidade.

A soma desses fatores tornou a vida de parcela expressiva da população um problema, mas não um problema a ser resolvido de imediato. É cotidiano e, como agora acontece, tende a durar vários meses sem que equipamentos públicos sejam disponibilizados para socorrer a população.

Falta pensar e colocar em prática alternativas que ajudem as pessoas nesses momentos mais difíceis a reduzir riscos de adoecimento ou de agravar situações de doença.

É preciso pensar a humanização da cidade de Manaus e criar mecanismos que possam enfrentar a desordem e a exaustão no trânsito de veículos, a escassez de áreas de refúgio, a constituição de espaços de apoio as pessoas.

Em paralelo, a valorização da educação sobre as poluições, o desmatamento, a violência no trânsito e as queimadas como meio de formar uma sociedade mais atenta aos males dos quais ela mesma é vítima.

Os prejuízos provocados por adoecimentos e pelo mal-estar diário que milhares de pessoas sentem como a ausência no trabalho, na escola e a outros compromissos, são mais e maiores, por isso, é preciso ver a realidade atual e gestar ações públicas mais saudáveis e mais abrangentes.

Quanto às crianças, às gestantes, afetadas pelo calor extremo, a Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa), recomenda hidratação, uso de roupas leves, claras, evitar exposição nas horas mais fortes do sol, alimentação leve.

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