Dos 198 nomes na disputa pelo país, 100 (ou 50,5%) concorrem sem alianças formais, percentual superior aos 39% registrados em 2022, segundo levantamento do UOL
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A eleição de 2026 registra um avanço das candidaturas aos governos estaduais lançadas sem coligação. Dos 198 nomes na disputa pelo país, 100 (ou 50,5%) concorrem sem alianças formais, percentual superior aos 39% registrados em 2022, segundo levantamento do UOL. O movimento indica uma estratégia de partidos que preferiram manter candidaturas próprias para fortalecer suas bancadas, cumprir cláusulas de desempenho e ampliar o poder de negociação num eventual segundo turno.
Os podcasts de confronto político ganharam uma função adicional na Eleição 2026: produzir material para as redes sociais dos candidatos. Levantamento da Folha de SP mostra que programas que colocam políticos de posições opostas frente a frente passaram a gerar milhões de visualizações e a alimentar estratégias digitais de campanha.
Nesse modelo, nem sempre a entrevista completa é o principal produto. A campanha passa a disputar quem consegue produzir o trecho com maior capacidade de viralização. Uma frase forte, provocação ou confronto de poucos segundos pode ser recortado e redistribuído em diversas plataformas.
Na eleição para o Senado este ano, cada eleitor terá direito a dois votos, o que traz um desafio adicional de comunicação. Um dado mostra que explicar corretamente essa escolha pode fazer diferença. No último pleito com esse mesmo formato, em 2018, 26,9% dos votos possíveis para o Senado no país foram brancos ou nulos. No Amazonas, o índice chegou a 15,9%.
A Justiça Eleitoral decidiu levar a disputa contra a desinformação diretamente aos influenciadores digitais. O TSE reuniu 15 criadores de conteúdo, esta semana, que juntos alcançam 45 milhões de seguidores, para uma imersão sobre urnas eletrônicas, fiscalização e funcionamento do processo eleitoral.
A iniciativa mostra um reforço na comunicação da Justiça Eleitoral. Em vez de depender apenas de campanhas institucionais, o tribunal tenta aproximar de suas informações personagens que já possuem audiência consolidada nas redes, justamente o ambiente onde notícias falsas e conteúdos eleitorais enganosos conseguem circular com maior velocidade.
A geografia do Amazonas voltou a interferir diretamente na organização da eleição. O TRE-AM antecipou em 20 dias o envio das urnas eletrônicas para municípios do interior diante das previsões de estiagem extrema e do risco de dificuldades na navegação dos rios.
A primeira remessa transportou 467 urnas para municípios do Alto Solimões, numa viagem de sete dias e mais de 1,5 mil quilômetros. Ao todo, cerca de 5 mil equipamentos serão encaminhados ao interior.
Os partidos que reduzirem o impacto ambiental de suas campanhas no Amazonas poderão receber reconhecimento da própria Justiça Eleitoral. O TRE-AM recriou o Selo Verde Eleitoral, destinado às legendas que adotarem voluntariamente práticas consideradas sustentáveis durante a eleição.
A iniciativa inclui medidas relacionadas à redução de resíduos e ao uso mais responsável de materiais durante a propaganda.