A falta de estrutura competente para lidar com acidentes como o ocorrido no dia 15 é visível.
(Foto: Arquivo A CRÍTICA)
A cobrança feita por moradores na região do Distrito Industrial, Zona Sul de Manaus, sobre a adoção de planos de prevenção, de medidas de segurança, como o processo de evacuação, diante de acidentes como o corrido na fábrica Innova é uma das necessidades da cidade de Manaus, sem resposta até agora.
No dia 15 de julho, o elemento químico estireno vazou, provocou mal-estar em mais de 200 pessoas (dados oficiais) e sensação de medo por parte de parcela de trabalhadores tanto da empresa Innova quanto dos demais situados em fábricas instaladas próximas a área, no DI. Ao tomar conhecimento da notícia do vazamento do estireno, parte da população e de familiares de trabalhadores no DI viveram momentos de angústia na busca de informações eu pudessem esclarecer e também orientar sobre as medidas corretas a serem adotadas.
A falta de estrutura competente para lidar com acidentes como o ocorrido no dia 15 é visível. No conjunto, historicamente, deixou-se de verificar tais demandas em relação a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e a aprovação dos projetos, da fiscalização e da atualização permanente dos instrumentos de monitoramento das ações das empresas e de observação rigorosa as leis ambientais.
A lentidão na tomada de ações diante do vazamento e espalhamento do estireno, a descoberta de que no âmbito do Polo Industrial de Manaus não existe estrutura voltada para situações dessa natureza, a desinformação em circulação veloz, a inexistência de atitudes que dessem conta, agilmente, da constituição de um grupo estratégico de gestão, a ausência e ou o silêncio das autoridades públicas mostram o risco que toda a população da cidade vive, humanos e não humanos.
O que ocorreu é grave e deve servir para alerta e adoção de medidas concretas. A cobrança dos moradores do conjunto residencial Eliza Miranda sobre adoção de plano de evacuação, os relatos de que em nenhum momento foram procurados, alertados, orientados – embora o condomínio esteja situado no DI – reforçam a exigência de mudar a conduta e criar mecanismos eficientes e estabelecer procedimentos que possam ser conhecidos e aprendidos por trabalhadores do PIM e a população.
O nível tecnológico do parque industrial da capital amazonense deve corresponder a slogan utilizado pelos governos e a Suframa na defesa da ZFM, que se tem nesta parte da Amazônia uma indústria avançada e não poluente. A segurança de todos é o mais relevante e deve ser cobrada a mais importante agência de desenvolvimento do Estado.