A crise das queimadas trouxe o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, novamente a Manaus nesta quarta-feira (14).
(Foto: Jorge Alberto - A CRÍTICA)
Dados do Inpe mostram que o AM registrou 7.815 focos de calor entre 1º de janeiro e 12 de outubro, contra 3.611 no mesmo período do ano passado. O aumento é de 116%. Apenas no dia 12, foram identificados 186 focos, com maior concentração em municípios como Autazes, Boa Vista do Ramos, Itacoatiara e Nhamundá. Embora o número esteja abaixo do registrado na crise histórica de 2024, o estado revive um cenário conhecido: incêndios, fumaça e milhares de pessoas sofrendo as consequências de um problema que se repete.
Emergência - A crise das queimadas trouxe o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, novamente a Manaus nesta quarta-feira (14).
Diagnóstico - A agenda inclui sobrevoo das áreas atingidas, reuniões com autoridades e uma coletiva para apresentar o andamento das operações.
Reforço - O governo federal informa ter mobilizado 330 brigadistas, sete aviões de combate a incêndios, dois aviões de transporte, três helicópteros e 32 veículos, além de oito embarcações.
Desafio - O avanço das queimadas no Amazonas também colocou à prova a estrutura do Corpo de Bombeiros Militar.
Efetivo - De acordo com o governo do estado, cerca de mil militares e brigadistas foram mobilizados na Operação Amazonas+Verde, com atuação em mais de 30 municípios.
Desgaste 1 - A reta final do governo Roberto Cidade (União Brasil) é marcada por uma piora nos índices de avaliação popular. Pesquisa Quaest divulgada na terça-feira (13) mostra que 43% dos eleitores desaprovam o trabalho do governador, contra 35% que aprovam.
Desgaste 2 - No levantamento anterior, realizado em setembro, o cenário era inverso: a aprovação alcançava 45% e a desaprovação estava em 34%. Na avaliação geral da administração, 39% classificam o governo como regular, 27% como negativo e 24% como positivo. A pesquisa ouviu 1.098 eleitores entre 9 e 12 de outubro, com margem de erro de três pontos percentuais.
Pauta - O debate entre Omar Aziz (PSD) e Maria do Carmo (PL), realizado na terça-feira (13), expôs diferenças na forma como os candidatos ao governo do Amazonas tratam a questão ambiental.
Exploração - Omar defendeu a revisão do Zoneamento EcológicoEconômico para permitir a exploração sustentável de riquezas minerais, sob fiscalização ambiental, e voltou a sustentar a necessidade de pavimentação da BR-319.
Água - Maria do Carmo levou a discussão para o saneamento básico e a falta de água potável no interior. A candidata prometeu fortalecer a Cosama e ampliar a perfuração de poços, argumentando que os lixões ameaçam os lençóis freáticos.
Apego - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já articula sua permanência no comando da Casa em 2027 e tenta construir uma aliança que ultrapasse a divisão entre governo e oposição. Segundo a Folha de S.Paulo, o senador busca apoio de Lula e votos até mesmo entre parlamentares do PL.