É o que defende o diretor-presidente da Bemol, Denis Minev, em artigo assinado com o pesquisador Salo Coslovsky e publicado o jornal O Globo
O rematamento traria “duplo ganho”, dizem Minev e Coslovsky em artigo (Foto: Araquém Alcântara)
O Brasil pode se reinventar, com grande crescimento e impacto global, se escolher a Amazônia como foco. É o que defende o diretor-presidente da Bemol, Denis Minev, em artigo assinado com o pesquisador Salo Coslovsky e publicado o jornal O Globo. No texto, os autores apontam que o “rematamento” dos mais de 70 milhões de hectares da Amazônia que já foram devastados tem alto potencial de rentabilidade. E explicam: os créditos de carbono gerados ali valem bem mais que os créditos convencionais.
Capote - O rematamento traria “duplo ganho”, dizem Minev e Coslovsky no artigo, pois “permite a produção de óleos, frutos, peixes, madeira e carne”. Esses produtos, lembram os autores, têm mercados globais enormes, onde a participação da Amazônia ainda é ínfima. E há também ganhos sociais: “A recuperação cria empregos, especialmente para jovens”.
Modelos - Citando modelos que já trabalham esta lógica na região amazônica, o artigo aponta que o desafio mais urgente é ganhar escala e desafia: “Para começar, que tal rematarmos 1 milhão de hectares por ano?”.
Selo verde - Em tramitação na Câmara, o Projeto de Lei 735/22 cria o Selo Investimento Verde. O objetivo é incentivar práticas sustentáveis no mercado financeiro e de capitais. Pelo texto, o poder público dará o selo a instituições que adotem práticas sustentáveis.
Intercâmbio - Universitários norte-americanos da área de engenharia de materiais foram ao Centro de Biotecnologia da Amazônia em busca de novos materiais sustentáveis para compósitos. A assessoria do CBA divulgou que as pesquisas locais impactaram tanto os visitantes que haverá atuação conjunta na busca por verbas de órgãos mundiais de fomento.
Internet - Já está no Senado a Medida Provisória 1.077/2021, que institui acesso gratuito à internet banda larga para estudantes da educação básica pública com famílias inscritas no CadÚnico. A versão da MP que os senadores vão analisar é o substitutivo relatado pelo deputado federal do Amazonas Sidney Leite (PSD) .
Internet 2 - Segundo a Agência Senado, a principal alteração feita por Leite na MP original foi a inclusão, entre os beneficiários do programa, de alunos de famílias inscritas no CadÚnico matriculados nas escolas das comunidades indígenas e quilombolas.
Interativa - A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado promoverá audiência pública, na próxima segunda-feira, para debater a democracia e a violação aos direitos humanos dos povos indígenas. A audiência, que começa às 9h (de Manaus), será interativa.
Apoio - Os dois deputados federais que não assinaram a nota da bancada amazonense em defesa da Zona Franca de Manaus usaram redes sociais para defender o deputado carioca Daniel Silveira. Alberto Neto (PL) e Pablo Oliva (União Brasil) criticaram a condenação do deputado carioca.
Apoio 2 - “Eu não vi Daniel Silveira matando, roubando, sequestrando… não invadiu o STF… o que ele fez contra a democracia?”, escreveu Alberto Neto. Pablo foi menos enfático na defesa: “Liberdade de expressão? Direito de opinião? O que dizer? Todo poder emana do povo. Então a palavra está com o povo. Comentem”.