Waldeci Silva acompanhou a comitiva dos presidentes de federações de wrestling ao Centro de Treinamento do Time Brasil (Divulgação)
Consciente que precisa transformar organização em crescimento, o wrestling brasileiro deu, nos dias 19 e 20 de agosto, um passo importante para discutir não apenas o presente, mas principalmente o futuro da modalidade. O Encontro Técnico com os presidentes das Federações Estaduais, realizado em Niterói, no Rio de Janeiro, mostrou que o desenvolvimento esportivo não depende somente do desempenho dos atletas no tapete.
A programação tratou de temas que são decisivos para a consolidação do wrestling no Brasil: adequação estatutária, certificação e cumprimento das exigências previstas nos artigos 18 e 18-A da Lei Pelé. Uma confederação organizada, assim como suas federações filiadas, transparente e regularizada tem mais condições de captar recursos, estabelecer parcerias e oferecer segurança para atletas, treinadores e dirigentes.
Diretoria da CBW (Confederação Brasileira de Wrestling) reunida, em Niterói, com os presidentes das principais federações estaduais
A capacitação também esteve no centro do encontro, com a apresentação dos cursos desenvolvidos em parceria com o Instituto Inteligência Esportiva e a palestra do professor Walter Russo Jr. Não há como exigir resultados modernos de administrações que continuam trabalhando com métodos ultrapassados e sem formação adequada.
Outro ponto relevante foi o treinamento da plataforma Big Mídia, conduzido por Gabriel Barizon. Comunicar bem também faz parte da gestão esportiva e as federações precisam mostrar suas ações, valorizar seus atletas, além de prestar contas à sociedade. Quem não ocupa os espaços de comunicação acaba deixando que outros contem a história da modalidade — ou, pior, que ela simplesmente não seja contada.
Diretoria da CBW (Confederação Brasileira de Wrestling) reunida, em Niterói, com os presidentes das principais federações estaduais
O Amazonas esteve devidamente representado pelo seu grande nome na modalidade: Waldeci Silva, presidente da Federação Amazonense de Wrestling e professor do Programa de Comprometimento e Gratuidade do Sesc.
Ao apresentar uma demanda voltada ao fortalecimento do wrestling no Sesc Amazonas, ele levou ao encontro uma pauta que ultrapassa os interesses locais. Afinal, ampliar o acesso à modalidade é fundamental para descobrir novos talentos e fazer com que o wrestling deixe de ser conhecido apenas por quem já está inserido no ambiente esportivo.
Waldeci hoje repassa toda sua experiência na luta olímpica para as crianças e adolescentes que participam do projeto de ensino do wrestling do Sesc-AM.
As federações estaduais são a base sobre a qual o wrestling brasileiro pode crescer. A visita ao Centro de Treinamento do Time Brasil, nas instalações Maria Lenk e Areninha, simbolizou esse caminho: é preciso unir formação, gestão, estrutura e integração.
Um Amazonas de Lutas entende que encontros como o realizado em Niterói foi importante, mas o verdadeiro resultado aparecerá quando as decisões saírem das reuniões e chegarem aos tatames, aos projetos sociais e às competições de todo o país. Ficamos no aguardo.