A sorte da ZFM está lançada

05/02/2021 às 09:53.
Atualizado em 13/03/2022 às 18:26

Finalizadas as eleições para os novos comandos da Câmara dos Deputados e do Senado, as negociatas, venda de cargos, liberação de recursos, compra de votos... tudo isso perde a importância. As duas casas legislativas já estão sob novo comando e as pautas prioritárias já estão postas. É claro que quando o governo federal elenca mais de três dezenas de prioridades, fica evidente que não há prioridade alguma, cabendo, portanto, ao Legislativo elegê-las. E isso foi feito de imediato. As reformas administrativa e tributária encabeçam a lista de tarefas mais urgentes. E não poderia ser diferente.

Mais do nunca, o País tem pressa no que diz respeito às reformas administrativa e tributária. Ambas são fundamentais para o ritmo de avanço, ou retrocesso, da economia, com a superação da crise sanitária, que ocorrerá em algum momento - esperamos que o mais breve possível. Desses dois projetos, a mudança na legislação tributária é a que mais terá impactos no Amazonas, já que a economia do Estado depende fundamentalmente da Zona Franca de Manaus, modelo baseado em vantagens tributárias.

Em seus discursos oficiais, os novos presidentes da Câmara e do Senado falam em celeridade e esperam aprovar as duas reformas até outubro, estimativa das mais otimistas.

Independentemente da disposição dos atuais dirigentes das Casas, a bancada do Amazonas terá que mostrar uma capacidade de articulação ainda não vista na composição atual. Os próximos meses prometem ser intensos. Todos os adversários históricos da ZFM - que têm promovido intensos ataques nos últimos anos - estarão mais unidos do que nunca contra o modelo amazonense. Não se pode condená-los. Apenas desempenham o papel de defender os interesses de seus próprios Estados e regiões. A bancada do Amazonas tem o desafio de promover união mais eficiente.

É preciso demonstrar a relevância da ZFM na Amazônia Ocidental. É verdade que esse papel tem sido bastante tímido na última década, com poucos projetos de desenvolvimento nos Estados sob influência da autarquia. Mas isso é resultado da própria política federal, que contingencia recursos, inviabilizando ações de impacto que fazem parte da missão da Suframa. Conseguirão os deputados nortistas manter a competitividade do modelo? A sorte da ZFM está lançada.

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