Segunda-feira, 17 de Maio de 2021
Editorial

Busca por vacinas continua


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12/04/2021 às 08:13

O setor industrial do Amazonas, assim como em todo o País, tem plena certeza de que a  gravidade do cenário para negócios depende do tempo que se demorar para controlar e superar a pandemia de covid-19. Também é sabido que apenas com vacinação em massa a doença será vencida. E não se trata de mera opinião. A relevância fundamental do processo de imunização já foi demonstrada pelos países que já conseguiram sair do quadro pandêmico após intensas campanhas de vacinação. Aqui mesmo, no Brasil, há um estudo em andamento no município paulista de Serrana. Todos os grupos prioritários receberam a segunda dose da Coronavac neste domingo. Resultados preliminares devem ser divulgados apenas em maio, mas a cidade já comemora queda significativa nos números de contágios, internações e óbitos.

Não é à toa que entidades empresariais do Brasil inteiro, assim como os Estados, tentam buscar vacinas no mercado internacional com a intenção de promover a imunização de operários, proporcionando maior segurança para a retomada das atividades econômicas. A Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), segue na mesma direção, iniciando negociações para compra de doses diretamente junto aos fabricantes. A atitude da indústria é perfeitamente compreensível diante da persistente ausência de comando contra a pandemia por parte do governo federal. 

A busca por imunizantes pela iniciativa privada levanta uma série de questões, inclusive éticas, como o risco de se oficializar privilégios para algumas categorias, que poderiam ter acesso facilitado à vacinação, em detrimento de outras. Mas esse debate se esvazia em face da dura realidade: não há mais vacinas disponíveis no mercado. O Brasil perdeu a oportunidade de garantir fornecimento de doses meses atrás, quando o governo federal esnobou as ofertas de fabricantes como a Pfizer. De qualquer forma, a classe empresarial mostra disposição para ajudar no enfrentamento da crise sanitária. O país precisa aproveitar esse espírito combativo para unir esforços na busca por soluções contra a pandemia e seus efeitos. Infelizmente, após mais de um ano desde o primeiro caso, ainda não conseguimos promover um enfrentamento de maneira conjunta e estruturada. Sem união, o País continuará perdendo a guerra contra o vírus.


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