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Sim & Não

Reação de médicos gera estranheza

07/02/2019 às 07:42 - Atualizado em 07/02/2019 às 07:59
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Com sangue nas mãos, ao lado de um paciente inerte sobre uma mesa de cirurgia, um médico apelou ontem, através de um vídeo, por condições de trabalho nos hospitais públicos do Estado. O clamor é legítimo, até porque todos concordam - especialmente os pacientes - que a Saúde do Amazonas está na UTI faz algum tempo (que o diga a Operação Maus Caminhos). O timing da manifestação é o xis da questão: por que só agora e diante de uma gestão que está aí há 38 dias?

Conduta

“Acabei de fechar uma artéria com um fio inapropriado. É o único fio que há na unidade e tive que fazer um milagre com os materiais que têm aqui no (hospital) Platão Araújo”, diz o médico, que não é identificado no vídeo.

Recado

“Não dá mais para o médico ser culpado por falta de insumos nos hospitais (...). Aqui é um desabafo. Não é uma guerra dos médicos contra os poderes superiores não”, acrescenta ele.

Coincidência

A reação dos médicos, que promoveram outros protestos no fim de semana, vem no momento em que o governo anuncia medidas que vão, entre outras coisas, controlar a presença dos profissionais nos plantões, e logo após as fiscalizações-surpresa feitas pelo vice e titular da Susam, Carlos Almeida Filho, nas unidades hospitalares.

Inédito

No domingo, médicos plantonistas  distribuíram via rede social memes denunciando a “superlotação” em hospitais e o atraso de quatro meses no salário. Posando para fotos e empunhando cartazes, diziam: “Respeito aos médicos”. Não há registro de protestos semelhantes entre eles, no ano passado, quando o caos já estava instalado.

Lapso?

Durante a leitura da mensagem levada ontem à Câmara Municipal de Manaus (CMM), o prefeito Arthur Neto (PSDB) teve dificuldades para lembrar o nome do vice, Marcos Rotta (sem partido).

Carimbadora

No discurso, Arthur Neto revelou porque se sente tão satisfeito com trabalho da Câmara: “Olho para esta Casa com confiança, porque todos os projetos que enviamos para cá foram chancelados, e isso contribuiu para o desenvolvimento da cidade de Manaus”.

Sintomático

O governador Wilson Lima (PSC) e o prefeito Arthur Neto tiveram a oportunidade, nos últimos dias, de estarem juntos em pelo menos dois eventos - a posse dos deputados estaduais e a leitura da mensagem na Assembleia. Nos dois casos, o governador estava presente, mas o prefeito não foi. Enviou representantes.

Bumerangue

Ontem, quando Arthur levou sua mensagem ao Legislativo Municipal, Wilson Lima estava em Brasília. O vice-governador, Carlos Almeida Filho, que estava em Manaus, enviou à Câmara um representante.  

Revisão 1

O Conselho Superior do Ministério Público do Estado (MPE/AM) se reúne amanhã, às 9h, para revisar o arquivamento de 39 inquéritos e uma notícia de fato  por promotores da instituição. 

Revisão 2

Dentre as denúncias arquivadas está a  apuração que checava a existência de funcionários fantasmas na Superintendência de Habilitação do Amazonas (Suhab). O promotor Ronaldo Andrade  estava à frente da investigação.