REFORÇO NACIONAL

Balé Folclórico da Bahia reforça espetáculo do Garantido no ensaio técnico do Bumbódromo

Grupo participa da toada “Quilombo da Baixa” em coreografia assinada por Zebrinha, que destaca a presença da cultura quilombola no espetáculo “Parintins: Portal do Encantamento”

Robson Adriano
21/06/2026 às 22:36.
Atualizado em 21/06/2026 às 22:57

Participação especial do Balé Folclórico da Bahia reforça a narrativa afro-brasileira que integra o espetáculo encarnado para o Festival de Parintins 2026 (Foto: Junio Matos/A CRÍTICA)

O Balé Folclórico da Bahia se junta ao espetáculo de arena “Parintins: Portal do Encantamento”, do boi Garantido, em coreografia assinada pelo coreógrafo, bailarino e diretor artístico José Carlos Arandiba, conhecido como Zebrinha, de 71 anos. Aproximadamente 20 bailarinos baianos irão se apresentar na toada "Quilombo da Baixa". Declaradamente Garantido, Zebrinha está pela terceira vez em Parintins (distante 369 quilômetros em linha reta de Manaus).

Bailarinos do Balé Folclórico da Bahia participam do ensaio técnico aberto do Garantido no Bumbódromo

 “Estou super feliz mesmo! É a terceira vez que venho aqui (em Parintins). Fui batizado pelo Garantido. Eu sou perreché e Garantido até a morte. Eu sou um cara que não anda só, não sou uma ilha, eu venho com o Balé Folclórico da Bahia fazer uma participação especial dentro desse espetáculo, representando os quilombolas. Não somente compramos a ideia, a vontade e o desejo de estar aqui, mas percebemos que nós também fazemos parte dessa história”, declarou o diretor artístico.

Grupo convidado pelo Garantido apresenta coreografia da toada “Quilombo da Baixa” durante ensaio de arena. (Foto: Junio Matos/A CRÍTICA)

 Zebrinha frisou a importância de apresentar a história quilombola no Festival de Parintins.

“O povo brasileiro supostamente é separado por etnias, em grupos e de diversas maneiras. Mas, antes de tudo, o Brasil é um país de mistura. Eu vejo muito de mim em vocês. E vejo muito de vocês em mim. E isso é muito legal. Trazer essa história quilombola para dentro de um espetáculo genuinamente indígena é trazer um outro Brasil para dentro do grande Brasil”, disse Zebrinha.

Conforme o diretor artístico, o linguajar afro-brasileiro compõe a coreografia criada especialmente para o boi Garantido.

“Nós trazemos um resumo do que chegou da nossa herança preta e africana. Um resumo disso no Brasil que eu, particularmente, chamo de amálgama de cultura”, detalhou o coreógrafo. “Para eu fazer parte disso, trazer o balé para fazer parte disso, é trazer um Brasil para fazer parte desse grande Brasil que é o Brasil indígena”, complementou.

Coreografia assinada por Zebrinha leva referências da cultura quilombola ao espetáculo encarnado. Foto: Junio Matos/A CRÍTICA

 Zebrinha também contribuiu com o espetáculo de arena do boi Garantido em 2011 e, para o coreógrafo, é um enorme prazer retornar a Parintins.

“E não estou nem exagerando. É um prazer. Aqui no Brasil eu reivindico que esse país é minha casa. E, quando eu chego, sempre respeitando a cultura, eu sei que tenho pertencimento. A Amazônia também é minha. Os povos amazônicos também são meus parentes. E voltar para Parintins é como retornar para uma outra casa minha”, finalizou.

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