2ª NOITE FINALIZADA

Caprichoso aposta em mega alegorias, Curupira gigante e estreia de Tuxaua trans na 2ª noite

Boi da estrela encerra a segunda noite do Festival de Parintins com espetáculo marcado por alegorias monumentais, Marciele Albuquerque, Lup Moara e o Ritual de Transcendência Asurini

Gaby Gentil
27/06/2026 às 23:21.
Atualizado em 27/06/2026 às 23:21

A alegoria do Ritual de Transcendência Asurini - Maraká ocupou a arena com referências à espiritualidade e aos seres da floresta. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA

Após 2 horas e 25 minutos de apresentação, o Boi Caprichoso encerrou a segunda noite do 59º Festival de Parintins, levando para a arena do Bumbódromo um espetáculo marcado pela valorização dos povos originários, das tradições amazônicas e da espiritualidade da floresta.

Diante de uma Nação Azul e Branca, o boi apresentou alegorias monumentais, transformações cênicas e participações especiais que emocionaram o público. O espetáculo "O Brinquedo Ancestral Canta: Amazônia – O Chão da Vida", subtema que guiou a segunda noite de apresentação do Caprichoso no festival, conduziu toda a narrativa levada à arena.

O levantador de toadas Patrick Araújo. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA

O apresentador Edmundo Oran. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA

 Entre os destaques da apresentação, a Lenda Amazônica "Curupira – O Guardião da Vida", assinada por Roberto Reis, impressionou o público com uma mega alegoria de quase 40 metros de altura, considerada uma das maiores da história do Festival de Parintins.

Vista geral da alegoria "Curupira – O Guardião da Vida", um dos momentos mais aguardados da segunda noite do Boi Caprichoso no Festival de Parintins. Foto: Junio Matos/A CRÍTICA

 A Cunhã-Poranga Marciele Albuquerque surgiu do corpo cênico para evoluir no palco praticável. Na sequência, a Sinhazinha da Fazenda, Valentina Cid, entrou na arena ao lado do boi Caprichoso, em um módulo alegórico suspenso que cruzou o alto do Bumbódromo.

A cunhã-poranga Marciele Albuquerque se transformou em onças preta e pintada durante a evolução da Lenda Amazônica "Curupira – O Guardião da Vida", um dos momentos mais aguardados da segunda noite do Boi Caprichoso

A Sinhazinha da Fazenda, Valentina Cid, realiza o tradicional ritual de oferecer sal ao boi Caprichoso.Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA

  

A Figura Típica Regional "Os Pescadores e Pescadoras da Amazônia" conduziu a Rainha do Folclore, Cleise Simas, que surgiu sobre um boto-cor-de-rosa. A alegoria homenageou homens e mulheres que fazem dos rios seu modo de vida e preservam saberes ancestrais transmitidos entre gerações.

A Figura Típica Regional "Os Pescadores e Pescadoras da Amazônia" foi um dos destaques da segunda noite do Caprichoso no Festival de Parintins, com alegoria monumental inspirada nos povos ribeirinhos da Amazônia. Foto: Junio Matos

 Na sequência, o Caprichoso surpreendeu ao surgir no meio da galera, sobre uma grande estrela suspensa acima dos torcedores.

O boi Caprichoso surge no meio do item 19, a galera azulada. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA

 A Celebração Indígena reuniu a Cunhã-Poranga Marciele Albuquerque e o Pajé Erick Beltrão, preparando a arena para a apresentação das Morubixabas.

As morubixabas participaram da Celebração Indígena, momento que antecedeu a entrada da Tuxaua Lup Moara.Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA

 Na arena do Bumbódromo, Lup Moara entrou para a história como a primeira Tuxaua trans a se apresentar no Festival de Parintins.

A artista visual, performer, artesã e ativista Lup Moara, é a primeira mulher transexual a ocupar o item Tuxaua no Festival Folclórico de Parintins

 A noite também contou com a participação especial de Edilson Santana, ex-levantador de toadas e ex-Amo do Boi Caprichoso, recebido com entusiasmo pela torcida.

Em mais um momento de impacto visual, uma Arara Azul da Amazônia cruzou o Bumbódromo, trazendo do alto da arena a Porta-Estandarte Marcela Marialva, que evoluiu ao som da toada "Estandarte da Nação".

 A reta final do espetáculo recebeu Raimundo Asurini, liderança do povo Asurini, antes da apresentação do Ritual de Transcendência Asurini – Maraká. Inspirada na tradição xamânica desse povo, a encenação representou a ligação entre a comunidade, a floresta e o mundo espiritual, simbolizando proteção, equilíbrio e a continuidade dos saberes ancestrais. O Pajé Erick Beltrão se transformou em um javali. Uma grande apoteose marcou o fim da apresentação do boi da estrela na segunda noite do Festival de Parintins.

O Pajé assume a forma de um javali durante o Ritual de Transcendência Asurini, encerrando a apresentação do Caprichoso.Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA

Erick Beltrão interpreta o Pajé durante o Ritual de Transcendência Asurini, inspirado na tradição xamânica do povo Asurini.Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA

O Pajé Erick Beltrão conduz o Ritual de Transcendência Asurini em uma das apresentações mais impactantes da segunda noite do Festival de Parintins.Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA

  

Assuntos
Compartilhar
Sobre o Portal A Crítica
No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.
Portal A Crítica - Empresa de Jornais Calderaro LTDA.© Copyright 2026Todos direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por