Boi azul concluiu o espetáculo "Brinquedo que Canta o Seu Chão" com o Ritual Xikrin, a lenda "Nhaçã Hekã", Valentina Cid ao violino e homenagens à tradição popular
Elementos cenográficos e alegóricos deram vida ao Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin M-Bêngôkre Xikrin na arena do Bumbódromo. Foto: Junio Matos/A CRÍTICA
Com o tempo de 2h26min, o boi-bumbá Caprichoso encerrou, na noite deste domingo (28), sua participação no 59º Festival Folclórico de Parintins, no Bumbódromo, com a apresentação dos três atos do espetáculo "Brinquedo que Canta o Seu Chão".
Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA
O Boi Caprichoso abriu a terceira noite do Festival de Parintins com espetáculo marcado por grandes alegorias e homenagem ao eterno tripa do Boi, Markinho Azevedo. Foto: Junio Matos/A CRÍTICA
O terceiro e último ato, sob o subtema "Norte Brasil - Chão de Bravos", exaltou a diversidade cultural e a força dos povos da Amazônia, reafirmando a região Norte como uma extensão simbólica de Parintins, marcada por encontros, memórias, identidade, pertencimento e afetividade.
Um dos momentos mais impactantes da apresentação foi o "Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin M-Bêngôkre Xikrin", que levou à arena o pajé André Beltrão, acompanhado por uma onça-pintada filhote robótica, recurso cênico que reforçou a grandiosidade do espetáculo.
O Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin M-Bêngôkre Xikrin foi um dos momentos de maior impacto visual da terceira noite do Caprichoso no Festival de Parintins.Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA
Acrobatas integraram a encenação do Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin M-Bêngôkre Xikrin, reforçando os efeitos cênicos da apresentação azul e branca.Foto: Junio Matos/A CRÍTICA
Ao longo da noite, o Caprichoso também apresentou a exaltação folclórica "O Auto do Boi Brasileiro", celebrando a riqueza da cultura popular. Durante o momento, a violinista e sinhazinha Valentina Cid emocionou o público e os jurados com uma performance na arena.
Valentina Cid, sinhazinha da fazenda do Boi Caprichoso, tocou violino na arena do Bumbódromo
Na Figura Típica Regional, o bumbá levou "As Farinheiras da Amazônia", homenageando as mulheres que preservam a tradição da produção da farinha de mandioca nas aldeias, quilombos, comunidades ribeirinhas e territórios caboclos. A alegoria destacou a sabedoria ancestral feminina e a permanência de uma cultura alimentar de matriz indígena. O item contou com a participação da Porta-Estandarte Marcela Marialva.
Com a alegoria "As Farinheiras da Amazônia", o Caprichoso exaltou a cultura alimentar amazônica e o protagonismo feminino na preservação dos conhecimentos tradicionais.Foto: Junio Matos/A CRÍTICA
Integrantes da alegoria representam o trabalho coletivo das farinheiras, destacando os saberes ancestrais e o processo tradicional de produção da farinha de mandioca.Foto: Junio Matos/A CRÍTICA
A porta-estandarte Marcela Marialva conduziu o pavilhão oficial do Caprichoso durante a apresentação da Figura Típica Regional "As Farinheiras da Amazônia", na terceira e última noite do 59º Festival Folclórico de Parintins.Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA
A Lenda Amazônica da noite foi "Nhaçã Hekã – Macacos Comedores de Gente", apresentada pela Cunhã-Poranga Marciele Albuquerque, em uma encenação que uniu elementos míticos e efeitos cênicos.
A cunhã-poranga evolui para plateia e jurados após ser levada pela alegoria da Lenda Amazônica. Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA
No primeiro ato, o Caprichoso prestou homenagem ao ex-tripa Markinho Azevedo, que morreu aos 59 anos, reconhecendo sua contribuição para a história do boi azul.
No detalhe da estrela: homenagem ao ex-tripa do bumbá, Markinho Azevedo, que faleceu em dezembro de 2023. O bumbá evoluiu com o tripa Edson Azevedo Junior. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA
Já o levantador de toadas Patryck Araújo defendeu a toada "Viva Cultura Popular", no item Toada, Letra e Música, em uma emocionante apresentação em celebração à identidade cultural amazônica.
O levantador de toadas Patryck Araújo defendeu o item Toada, Letra e Música com "Viva Cultura Popular" durante a terceira e última noite de apresentações do Caprichoso.Foto: Junio Matos/A CRÍTICA