ONÇA-MÃE

Cunhã-Poranga Isabelle Nogueira surge da Lenda Amazônica “Kamara”

Apresentação impressionou o público com alegoria gigante que se movimentou na arena

Gaby Gentil
28/06/2026 às 01:16.
Atualizado em 28/06/2026 às 01:16

Isabelle foi revelada na arena pela alegoria da Onça-Mãe Kamara (Foto: Junio Matos/A CRÍTICA)

A Cunhã-Poranga Isabelle Nogueira surgiu de dentro da boca de uma cobra na segunda noite de apresentação do Boi Garantido, no Bumbódromo. O momento fez parte da encenação da Lenda Amazônica “Kamara”, que impressionou o público quando a estrutura alegórica, de 30 metros de largura por 25 metros de altura e fundo, se movimentou e andou pela arena.

A apresentação na arena reconta a cosmologia dos Hexkaryana, povo indígena dos rios Nhamundá e Jatapu, especificamente do grupo Kamarayana, conhecido como o povo onça. Conforme a Comissão de Artes do Garantido, “a tradição oral explica que o universo surgiu antes do tempo e da luz, a partir de um sopro primordial chamado Yuxibu. Desse sopro nasceu Kamara, a onça-mãe, que moldou as montanhas, as árvores e o céu ao caminhar pelo vazio, criando os primeiros humanos a partir de pedras e águas com a capacidade de compreender a floresta.

Lenda Amazônia do Garantido foi um dos principais destaques da segunda noite do Boi vermelho e branco

 A transposição desse mito para o Bumbódromo focou no impacto visual e na movimentação da estrutura na arena. Toda a narrativa da ancestralidade e da força espiritual da floresta foi concentrada na dinâmica da alegoria, tendo como pontos altos a evolução da Kamara em movimento pelo chão e a saída do item da boca da serpente diante do público.

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