sem filas

Filas ao redor do Bumbódromo são desfeitas após fiscalização

A operação visa acabar com vendas ilegais de lugares para a arquibancada da galera

Emile de Souza
22/06/2025 às 11:00.
Atualizado em 22/06/2025 às 11:00

Ação de retirada foi realizada pelo Ministério Público em conjunto com a Polícia Militar (Foto: Jeiza Russo)

PARINTINS, AM - As filas formadas de forma antecipada ao redor do Bumbódromo se esvaziaram após fiscalização conjunta do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e Polícia Militar, realizada na manhã deste domingo (22). Os torcedores que permaneceram no local foram instruídos a se retirarem, enquanto os objetos para “guardar lugar”, como tendas, caixotes e cadeiras, foram removidos. A fila só será autorizada a partir do dia 27, às 10h.

Desde a sexta-feira (20), o MP-AM anuncia pelas ruas da cidade a operação. Após os avisos, o lado azulado amanheceu vazio. Restaram somente colchonetes e caixas abandonadas, que foram recolhidos.

Do lado vermelho, cerca de 20 pessoas ainda permaneciam no local. O servidor público Darlan Gonçalves, 30, foi um dos torcedores que ficou no local. Ele criticou a decisão por não valorizar o esforço da galera.

“O espetáculo a céu aberto é maravilhoso graças ao nosso esforço, às nossas vibrações, a gente cantando no ritmo com o apresentador, com o levantador, com a batucada, sem receber nada por isso. O item 19 é o único que não tem distribuição de água dentro da arena e muito menos alimentação. E ainda assim estamos lá por amor ao boi”, disse.

Outro torcedor que estava no local, Alex Ramon, 22, afirmou que o MP-AM deveria combater somente os que vendem o local na fila.

“O MP justificou que é para evitar quem vende lugar na fila, então que fizesse algo só sobre isso. Eu não fico vários dias na fila pra vender, mas pra torcer. Aí eles querem deixar para o dia do festival e vai entrar turista na fila e nem vai saber cantar as toadas e apoiar o boi. Aqui a gente se ajuda, faz cota para comida, água, reveza na fila e não ganha nada do poder público”, disse o jovem.

Durante a ação, o promotor de Justiça, Ricardo Borges, explicou aos torcedores que a decisão era pensada para evitar esse desgaste físico de ficarem em filas por duas semanas e dar direito de todos verem o festival com uma fila organizada.

Borges disse que a ação não somente evita a comercialização ilegal de lugares na fila, mas preserva a ordem na cidade.

“Existem protocolos a serem seguidos na utilização de passeio público, como calçadas e vias públicas. Não existindo autorização, são adotadas medidas para a remoção. Esses espaços públicos só podem ser utilizados desde que legalmente autorizados.”

Promotor de Justiça, Ricardo Borges, coordenou a ação Foto: Jeiza Russo

O promotor ressaltou que, para continuar com os espaços esvaziados, haverá fiscalização diária até o primeiro dia do evento, no dia 27.

“E, se for necessário mais de uma vez ao dia, vão ser removidos dos espaços públicos. A fila começa no dia 27, às 10h da manhã”, afirmou.
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