Nos galpões de indumentárias, costureiras transformam desenhos e tecidos nas roupas que vestirão itens, grupos de dança e personagens durante o Festival de Parintins
Em lados opostos da arena, mas unidas pela mesma dedicação (Fotos: Daniel Brandão/A CRITICA)
Máquinas de costura ligadas, tecidos espalhados entre as mesas e desenhos que, aos poucos, ganham forma. Nos galpões de indumentárias de Caprichoso e Garantido, linhas, moldes e tecidos se transformam nas roupas que vão vestir itens oficiais, grupos de dança e personagens durante o Festival de Parintins.
No galpão do Caprichoso, uma equipe formada por 17 profissionais da costura transforma os croquis do projeto artístico em peças que, mais tarde, receberão acabamentos e elementos decorativos. Há nove anos na coordenação do setor, Vanda Façanha acompanha esse processo, que começa cerca de dois meses antes do festival e reúne profissionais com décadas de experiência no boi azul.
Há nove anos na coordenação do setor de indumentárias do Caprichoso, Vanda Façanha acompanha a transformação dos croquis em figurinos para a arena. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA
No galpão de indumentárias do Caprichoso, costureiras transformam desenhos em figurinos que irão compor o espetáculo azul e branco. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA
Entre elas está Aurenice Cantanhede, que há 25 anos participa da confecção das indumentárias do Caprichoso. Ao longo desse período, viu as roupas se tornarem mais elaboradas e ganharem novas possibilidades de criação.
A experiência acumulada ao longo de mais de duas décadas hoje é compartilhada com a filha, Lorena Cantanhede, de 34 anos. O que começou como uma ajuda à mãe acabou se transformando em profissão. Atualmente, as duas confeccionam figurinos de itens como Sinhazinha da Fazenda, Levantador de Toadas e Apresentador.
Mãe e filha, Aurenice e Lorena Cantanhede compartilham a tradição da costura na produção das indumentárias do Caprichoso. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA
Profissionais da costura trabalham na elaboração das peças que vestirão itens e grupos coreográficos do Caprichoso. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA
Um ateliê pensado para elas
No Garantido, a costura também ocupa um papel fundamental na construção do espetáculo. Nesta temporada, as profissionais passaram a contar com uma estrutura criada especialmente para atender às demandas do setor.
Tecidos e croquis ganham forma nas mãos das profissionais que confeccionam os figurinos do Festival de Parintins. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA
No ateliê do Garantido, o trabalho de confecção segue em ritmo intenso nos dias que antecedem o festival. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA
A iniciativa foi liderada pela diretora de figurinos Melissa Máia, que chegou ao boi em dezembro do ano passado e encontrou no ateliê uma oportunidade de valorizar quem passa meses ajudando a construir as indumentárias que chegam à arena.
A diretora de figurinos Melissa Máia liderou a implantação da nova estrutura destinada à confecção das indumentárias do Garantido. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA
Hoje, o espaço reúne 16 costureiras, além das equipes de corte e adereçagem.
Quinze anos de história encarnada
Entre as profissionais que acompanham essa transformação está Ivana Telma, que há 15 anos trabalha na confecção das indumentárias do Garantido. Ao longo desse período, ajudou a produzir fantasias para diferentes setores do boi e participou da construção de peças marcantes.
Há 15 anos no Garantido, Ivana Telma acompanha a evolução das indumentárias e a profissionalização dos espaços de trabalho do boi vermelho e branco. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA
Para Ivana, uma das mudanças mais significativas aconteceu justamente no ambiente de trabalho. “Antes, nós trazíamos nossas máquinas e trabalhávamos em espaços improvisados. Era muito difícil. Hoje, a gente tem um espaço maravilhoso para trabalhar, e isso faz toda a diferença no dia a dia.”
Costureiras do Garantido reúnem experiência e dedicação na produção das indumentárias que serão utilizadas na arena do Bumbódromo. Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA
Em lados opostos da arena, mas unidas pela mesma dedicação, as profissionais da costura passam meses transformando desenhos em peças que, durante o festival, ganham movimento e significado no Bumbódromo.