Nos últimos 12 anos foram registrados 16.576 casos desta natureza por grupo de 100 mil habitantes, de acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025.
(Foto: Junio Matos)
O Amazonas é o segundo estado da região Norte que teve mais mortes violentas intencionais. De acordo com informações do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, nos últimos 12 anos foram registrados 16.576 casos desta natureza por grupo de 100 mil habitantes, porém, o Estado alcançou uma redução de 17,4% nas mortes violentas intencionais em 2024.
Conforme o documento, o Pará é o estado da região com mais mortes violentas intencionais chegando ao quantitativo 42.464 crimes nos anos de 2012 até 2024.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública também revela a consolidação de monopólios territoriais por grupos criminosos, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo ou o Comando Vermelho (CV) em diversos estados da região Norte, tem contribuído para a redução dos confrontos armados no cotidiano, onde impactou diretamente os níveis de letalidade no ano passado.
Ainda conforme o documento, na comparação dos anos de 2023/2024, o Amazonas teve redução em -15,4% em homicídios dolosos e o número de ocorrências destes casos diminuiu em -14,3%.
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De acordo com o anuário, no Amazonas embora a taxa de homicídios femininos seja elevada (3,6 por 100 mil mulheres, correspondendo a 77 vítimas, o segundo maior número absoluto na região norte) e o estado tenha registrado exatamente a taxa de feminicídio (1,4), a proporção de feminicídios em relação aos homicídios ainda é baixa no histórico recente.
Apesar de ter havido um aumento expressivo de 68,7% na proporção entre 2023 e 2024, por cinco anos o Amazonas figurou entre os estados com os menores índices de reconhecimento do feminicídio, desde que esse tipo penal foi incorporado ao Código Penal em 2015.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, no ano passado, 2024, o país registrou 44.127 mortes violentas intencionais (MVI) com taxa de 20,8 no grupo de 100 mil habitantes, onde a redução de 5,4% em relação ao ano anterior, quando a taxa foi de 21,9 por 100 mil.