Apenas uma testemunha foi ouvida nesta sexta-feira; júri dos réus Gil Romero Machado Batista e José Nílson Azevedo da Silva continua com novas oitivas previstas para este sábado em Manaus
(Foto: Divulgação)
O terceiro dia de julgamento do "Caso Débora", que ocorreu nesta sexta-feira (29) foi marcado pelo arrolamento de mais duas testemunhas no júri dos réus Gil Romero Machado Batista e José Nílson Azevedo da Silva, conhecido como "Nego". Apenas uma testemunha prestou esclarecimentos e os trabalhos devem ser retomados neste sábado (30), às 9h30.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), estava previsto a oitiva de apenas três testemunhas, porém, mais duas foram incluídas no caso.
Até a última quinta-feira (28), um total de seis testemunhas foram ouvidas. Nesta sexta-feira (29), apenas uma testemunha foi ouvida.
No sábado (30), a previsão é que às oitivas serão de duas testemunhas da defesa do Gil Romero e mais quatro do réu José Nilson, totalizando seis pessoas.
O crime
Débora da Silva Alves, 18 anos, desapareceu no dia 29 de julho de 2023. Dias depois, o caso passou a mobilizar as forças de segurança do Amazonas diante das circunstâncias chocantes envolvendo o desaparecimento da jovem, que estava grávida de oito meses do pequeno Arthur.
Segundo denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), Débora foi assassinada no dia 30 de julho de 2023, nas dependências da Usina Termoelétrica Mauá 2, localizada na Estrada da UTM, no bairro Mauazinho, zona Leste de Manaus. Os principais acusados pelo crime são Gil Romero Machado Batista, apontado como pai da criança, e José Nilson Azevedo da Silva.
De acordo com o MP-AM, a vítima foi asfixiada com um fio elétrico. Em seguida, os criminosos teriam ateado fogo no corpo da jovem. A investigação aponta ainda que Gil Romero retirou o bebê do ventre de Débora após o assassinato. Conforme a denúncia, o recém-nascido foi colocado dentro de um saco e jogado em um rio nas proximidades da cena do crime.
Ainda segundo o Ministério Público, Gil Romero mantinha um relacionamento extraconjugal com Débora, e o crime teria sido motivado pela tentativa de esconder a relação e a gravidez da vítima.