Cleusimar Cardoso, 55 anos, passa a usar tornozeleira eletrônica e deve ficar em casa de 22h até às 6h
(Foto: Daniel Brandão / A Crítica)
Cleusimar Cardoso, 55 anos, condenada na Justiça a mais de 10 anos de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas no Caso Djidja, foi posta em liberdade na tarde desta terça-feira (29) após progressão para o regime semiaberto mediante uso de tornozeleira eletrônica. “É um recomeço”, declarou ao chegar no Salão Belle Femme, situado no bairro Parque Dez de Novembro, zona Centro-Sul de Manaus.
O advogado Wendel Almeida, que compõe a equipe de defesa de Cleusimar, explicou sobre esse momento. “A dona Cleusimar nunca fui acusada de homicídio. Ela, por enquanto, está cumprindo a pena dela, mas está em fase de recurso. Temos que trabalhar nas instâncias superiores, porque acreditamos na liberdade da dona Cleusimar. Tudo aqui para frente é uma vida nova. O próximo passo da defesa é continuar o recurso e pedir mais remissões para abater a pena dela".
Cleusimar é mãe de Djidja Cardoso, 32 anos, que morreu no dia 28 de maio de 2024, assim como do empresário Ademar Cardoso Neto, 31 anos, também condenado a dez anos de prisão em regime fechado. Os dois foram presos no dia 30 de maio de 2024 no âmbito da operação Mandrágora, que investigou o uso de Ketamina, em uma suposta seita religiosa denominada “Pai, Mãe e Vida”. Cleusimar e Ademar foram apontados pela polícia como líderes dessa organização.
Conforme o advogado, Ademar pode progredir para o regime semiaberto em janeiro de 2027.
(Foto: Daniel Brandão/ A Crítica)
Na unidade prisional, Cleusimar cumpriu os requisitos. “Ela estudou, fez curso, fez faculdade, ela trabalhou lá dentro no projeto ‘Trabalhando a Liberdade’. Toda pessoa tem o direito de abater a pena. Ela vai continuar cumprindo a pena aqui fora, mas de uma maneira branda”, disse. Ela cursa a faculdade logística e deve ficar em casa de 22h até às 6h e não pode deixar Manaus sem autorização judicial. “Essa tornozeleira tem data para ser retirada: em janeiro de 2028, quando ela progride para o (regime) aberto”. complementou.,
No dia 22 de julho deste ano, uma nova sentença proferida pela juíza Roseane do Vale Jacinto Cavalcante sentenciou Cleusimar e Ademar a mais de dez anos de prisão. Além de mãe e filho, os demais envolvidos no “Caso Djidja” também foram condenados. A ex-gerente do salão Belle Femme, Verônica da Costa Seixas, foi condenada a 10 anos de reclusão, em regime fechado, mas recorre em liberdade.
(Foto: Daniel Brandão)
O personal trainer Hatus Moraes Silveira recebeu pena de 10 anos e cinco meses, também em regime fechado, e não pode recorrer em liberdade. Já José Máximo Silva de Oliveira, proprietário da clínica veterinária MaxVet, foi condenado a 10 anos e seis meses de prisão. A sentença manteve a prisão preventiva e negou o direito de recorrer em liberdade.
Bruno Roberto da Silva Lima, ex-namorado de Djidja, foi condenado a oito anos e seis meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, mas recorre em liberdade. Entre os sete condenados, Sávio Soares Pereira, funcionário da MaxVet, foi o único que teve a pena fixada inicialmente no regime semiaberto. Ele recebeu nove anos de reclusão, com detração pelo período em que permaneceu preso preventivamente.