A vítima, de 52 anos, foi atropelada por um motorista embriagado durante a corrida “Mulheres Largam na Frente”
Foto: Reprodução: TV A CRÍTICA
A paratleta Marleide Sales da Silva, de 52 anos, viu seu sonho interrompido após ser atropelada por um motorista embriagado durante a corrida em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Com escoriações pelo corpo e fraturas nas clavículas, ela contou à repórter Mayane Queiroz, da TV A Crítica, nesta segunda-feira (9), o impacto físico e emocional do acidente que a afastou da maratona que tanto aguardava.
Marleide relatou que, como estava em primeiro lugar em sua modalidade, estava sendo acompanhada por um agente do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU). Mesmo após ordem de parada, o motorista não obedeceu, avançou, atropelou a paratleta e tentou fugir sem prestar socorro.
“Eu agradeço a Deus por esse livramento depois de um acidente muito grave. A imprudência no trânsito, pois o balizador estava ali do meu lado e o motorista não obedeceu. Fiquei inconsciente. Não lembro da batida do carro. Não lembro de cair no chão. Apenas de acordar no hospital”, contou a paratleta.
Após o atropelamento, a paratleta foi rapidamente socorrida e encaminhada para o Complexo Hospitalar Sul 28 de Agosto, onde atendida e foram constatadas fraturas nas clavículas.
“Agora é só recuperação. Serão 45 ou 60 dias me recuperando e depois voltar às competições. O acidente gera um trauma. Eu já tinha esse medo de nos cruzamentos um carro passar, nos atingir, e acabou acontecendo. Ele me tirou o sonho de disputar os 42 quilômetros da maratona de Manaus. Eu quero competir porque é a minha paixão, mas ele me tirou esse sonho de participar dessas provas”, lamentou.
O condutor, identificado como José Sidney Mendes de Paula Sousa, foi preso e deve responder pelo crime de lesão corporal culposa, de acordo com o artigo 303 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Após passar por audiência de custódia, ele ficará à disposição do Poder Judiciário.