Segundo a PF, um mandado de prisão foi expedido no nome do então prefeito de Borba, mas ainda não foi cumprido. Defesa dele afirma que houve apenas o pedido de asfatamento do cargo
Simão Peixoto é investigado em Operação da Polícia Federal (Foto: Reprodução)
A Polícia Federal não confirmou que o prefeito de Borba (há 151 quilômetros de Manaus), Simão Peixoto, esteja preso. Para A CRITICA, o representante do político, José Brasil, afirmou que o prefeito irá prestar esclarecimentos à Justiça Federal na tarde desta terça-feira (9).
Simão é investigado pela Polícia Federal, suspeito de manipular testemunhas em uma investigação contra ele que apura desvios de recursos públicos destinados à compra de merenda escolar no ano de 2020, durante a pandemia do Covid -19, através da Operação Voz do Poder.
De acordo com a PF, um mandato judicial, que inclui também o afastamento do prefeito de suas funções públicas por um período de 180 dias e a execução de outras diligências necessárias para a coleta de provas, foi cumprido nas cidades de Borba e Manaus.
O prefeito de Borba não chegou a ser detido ou foi alvo de um pedido de busca e apreensão por parte da PF, segundo o representante de Peixoto. Ele também nega que Simão Peixoto esteja foragido.
O chefe das investigações da Polícia Federal, Domingos Sávio afirmou que um mandado de prisão foi expedido para Simão.
Em nota enviada A CRITICA, a Polícia Federal informou que a prisão não foi cumprida tendo em vista que o investigado não estava na sede do município.
As investigações revelaram indícios de que os kits de merenda escolar fornecidos não continham ou possuíam uma quantidade muito reduzida de carne de boi, divergindo significativamente do volume contratado. Além disso, constatou-se a ausência de charque nos kits, indícios de falsificação nos recibos de entrega e possíveis pagamentos sem comprovação documental.
A PF informou que a medida de prisão preventiva e o afastamento do cargo do prefeito foram solicitados após evidências de que ele conduziu uma videoconferência com servidores municipais intimados pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos relacionados à referida investigação. Neste encontro, o prefeito teria oferecido assistência jurídica e fretamento de aeronave, custeados pela Prefeitura, o que poderia representar uma tentativa de influenciar indevidamente as testemunhas.
A CRÍTICA tentou entrar em contato com Peixoto, entretanto, ele preferiu não se manifestar até o momento.