Assalto a joalheria

Homem preso por assalto em joalheria já tem passagem por roubo, diz Secretaria de Segurança Pública

Em entrevista coletiva, o Delegado Geral da Polícia Civil, Bruno Fraga, explicou que o homem chamado Clemilton é membro de uma organização criminosa que comete roubos; foragidos estão sendo procurados

Lucas Motta
14/12/2024 às 17:07.
Atualizado em 14/12/2024 às 17:07

Coletiva aconteceu na tarde deste sábado (14) no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) (Paulo Bindá)

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) divulgou na tarde deste sábado (14) que o homem preso em flagrante no roubo a uma joalheria dentro de um shopping em Manaus já tem passagem por delitos semelhantes. As investigações seguem para identificar os suspeitos que conseguiram fugir da cena do crime, o prejuízo para a loja não foi levantado. 

O homem preso no shopping se apresentava como Jhonatan, mas na verdade se chama Clemilton e tem 34 anos de idade. O suspeito é conhecido no estado vizinho, Pará, por ser membro de uma organização criminosa que comete roubos majorados, motivo pelo qual possui duas passagens criminais. A informação foi divulgada durante uma coletiva de imprensa realizada pelo comitê integrado de forças que atuam no caso, entre elas as polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Inteligência da SSP-AM.   

Segundo o Delegado Geral da Polícia Civil, Bruno Fraga, Clemilton já foi indiciado pela ocorrência da manhã deste sábado e vai responder por por roubo triplamente majorado, com emprego de arma de fogo, curso de agentes, restrição de liberdade e uso de documento falso. Com ele foram encontradas algumas jóias, relógios e uma pistola. 

“É um cidadão contumaz na prática desses crimes que agora foi tirado de circulação; essa conduta incide numa majorante do crime, a pena dele vai ser aumentada no momento em que o procedimento chegar até o juiz justamente por causa da restrição de liberdade” explicou Fraga.

O titular da Secretaria Executiva de Segurança Pública, Coronel Anézio Paiva informou que uma mulher foi usada como escudo humano no momento da fuga de Clemilton; segundo Paiva, o caso não pode ser definido como situação de refém por ter se tratado apenas de um uso pontual para tentar escapar do cerco da Polícia Militar. O secretário também informou que os veículos e os suspeitos que fugiram estão sendo “caçados” pelo sistema de monitoramento da secretaria, o paredão. Detalhes sobre os veículos e quantidade de suspeitos, bem como a motivação do crime não foram divulgados. 

“A investigação está em andamento então não podemos divulgar nenhuma situação dessas para que não atrapalhe as investigações, causar tumulto ou contribuir com fakenews” disse.

Primeira resposta

Durante a coletiva também foi informado que os primeiros policiais que atuaram na ocorrência são militares recém-formados que estavam nas proximidades do shopping, dentro da Operação Natal. Ela conta com 1.800 agentes em todos os turnos que foram distribuídos estrategicamente em áreas comerciais de Manaus.

 Os policiais foram acionados pelos seguranças do shopping e iniciaram a atuação. A Secretaria diz que os criminosos atiraram primeiro ao perceber a presença das autoridades, que responderam aos disparos; nenhuma pessoa foi ferida pela troca de tiros. A perícia afirmou que encontrou sangue dos criminosos na joalheria, tudo indica que são provenientes de cortes na hora de quebrar os vidros onde as joias estavam expostas.   

O Corpo de Bombeiros também atuou no atendimento com cinco viaturas. Os agentes enviados foram enfermeiros e psicológicos para prestar atendimento tanto aos funcionários quanto aos clientes que presenciaram o roubo. O balanço de quantas pessoas foram atendidas não foi divulgado. A Polícia Militar disse que a segurança do centro comercial já foi restabelecida e ele pode funcionar normalmente. O prejuízo causado pelo roubo ainda é calculado pela loja.

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