Réus pedem perdão aos familiares de Débora da Silva Alves que chega ao quinto dia
Foto: Marcus Phillipe/TJAM
O julgamento do Caso Débora chegou ao quinto dia consecutivo neste domingo (31), e já se configura uma das sessões mais longas que já aconteceram no Tribunal do Júri da Comarca de Manaus.
Segundo informações do TJAM, iniciou hoje a fase dos debates entre acusação e defesa, com previsão de começar às 11h05, e duração total de seis horas, com tempo dividido entre o Ministério Público e a defesa, incluindo direito a réplica e tréplica.
Ao longo de todo o julgamento, familiares e amigos de Débora da Silva Alves, de 18 anos, permanecem em frente ao Fórum Ministro Henoch Reis acompanhando o andamento do processo e cobrando justiça pelo crime que chocou o Amazonas.
Durante o interrogatório de sábado (30), José Nilson Azevedo da Silva, conhecido como “Nego”, afirmou que, se pudesse não teria participado do crime, pediu perdão aos pais de Débora e afirmou: “Eu só acendi o isqueiro e ajudei a esconder o corpo, mas não a matei”.
Já Gil Romero, apontado pela acusação como o principal responsável pelo crime, voltou a negar o homicídio, sustentando que apenas ajudou a se desfazer do corpo. Ao final de seu depoimento, também pediu perdão à família de Débora.
Os réus respondem por homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver.