PF cumpre mandados de busca e apreensão no estado durante ação internacional de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes
No Amazonas foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, uma prisão preventiva e uma prisão em flagrante (Foto: Divulgação)
Duas pessoas foram presas no Amazonas durante a Operação Nacional Proteção Integral IV, que cumpriu simultaneamente 159 mandados de busca e apreensão em todas as unidades da Federação, além de 17 mandados de prisão preventiva. A ação tem como foco a identificação e a prisão de autores de crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes.
De acordo com a Polícia Federal, no Amazonas foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, uma prisão preventiva e uma prisão em flagrante.
Participam da operação 503 policiais federais, além de 243 policiais civis dos estados da Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.
Segundo a PF, a Operação Nacional Proteção Integral IV integra um esforço internacional coordenado, denominado Operação Internacional Aliados pela Infância VI, voltado ao enfrentamento de crimes transnacionais que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes. A ação internacional ocorre de forma simultânea nesta terça-feira, em 15 países, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em múltiplas jurisdições.
No âmbito internacional, foram cumpridos mandados nos seguintes países: Argentina, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Espanha, França, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai.
A ação busca integrar forças policiais nacionais e internacionais no combate aos crimes de abuso sexual infantojuvenil, reforçando, no contexto do Maio Laranja, o compromisso com a prevenção e a repressão dessas práticas. Em 2026, a Polícia Federal, por meio dos Grupos de Capturas, já cumpriu ao menos 450 mandados de prisão de foragidos por crimes sexuais.
Embora o termo “pornografia” ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a comunidade internacional adota, preferencialmente, as expressões “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”, por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes.