Prisão

Preso confessou ter recebido R$ 65 mil para matar sargento Lucas, afirma delegado

Preso na noite de segunda (22), Silas Ferreira da Silva confessou que, com o dinheiro recebido, comprou uma motocicleta no valor de R$ 5 mil e o restante gastou em festa, drogas e bebidas

Joana Queiroz
23/11/2021 às 14:19.
Atualizado em 22/03/2022 às 14:39

(Foto: Junio Matos)

Silas Ferreira da Silva, 29, foi preso no início da noite de segunda-feira (22), e, segundo a polícia, confessou ser o criminoso que no dia 1º de setembro deste ano executou, com vários tiros, o sargento do Exército, Lucas Ramon Guimarães. Para executar o crime, Silas recebeu R$ 65 mil, conforme informou o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ricardo Cunha.

De acordo com o delegado, o acusado confessou à polícia que não sabe quem foi o mandante do crime e que toda a trama para matar Lucas foi feita mediante um intermediário que além de lhe entregar o dinheiro forneceu a motocicleta e o tênis e toda vestimenta que usou para executar o crime.

Com o dinheiro que recebeu, Silas disse ter comprado uma motocicleta no valor de R$ 5 mil e o restante gastou em festa, drogas e bebidas. Afirmou também que inicialmente ficou escondido e recebeu proteção da facção criminosa da qual faz parte.

Estranho é que mesmo sabendo que estava sendo procurado pela polícia e que havia a oferta de uma recompensa para quem desse pista do seu padeiro, o criminoso ficou circulando normalmente.

Delegado Ricardo Cunha, titular da DEHS | Foto: Junio Matos

Silas foi preso na casa de sua mãe, localizada no bairro Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste de Manaus. Silas é soldado da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), já passou cinco vezes pelo sistema penitenciário, quatro por roubo e uma por porte ilegal de armas. Saiu da prisão no dia 5 de agosto. De acordo com o delegado, Silas está preso preventivamente por 30 dias.

Ricardo Cunha, no decorrer da coletiva, ressaltou que só iria falar sobre a prisão de Silas e preferiu não responder as perguntas sobre as investigações sobre o mandante do crime.

Foram dois meses e 22 dias de investigação. A oferta feita pela família da vítima de uma recompensa no valor de R$ 40 mil para quem desse uma pista que levasse ao pistoleiro que assassinou Lucas ajudou a chegar ao criminoso.

Lucas foi executado em uma cafeteria no dia 1º de setembro. No dia 27 de setembro, o casal Joadson Agostinho e Jordana Azevedo foram presos supeitos de terem sido os mandantes do assassinato.  Para a família foi o casal que mandou matar Lucas.

*Matéria atualizada após Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap-AM) confirmar que Silas deixou o presídio no dia 5 de agosto deste ano.

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