Testes realizados neste domingo (4) verificam a contabilização dos votos e a autenticidade dos sistemas; Defensoria participa pela primeira vez como entidade fiscalizadora
(Foto: Lucas Silva / DPAM)
Vinte e três urnas eletrônicas foram selecionadas para passar por auditorias durante o primeiro turno das Eleições 2026 no Amazonas, neste domingo (4). Os procedimentos incluem testes de integridade, com e sem biometria, e de autenticidade dos sistemas eleitorais. Pela primeira vez, a Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) participa da fiscalização a convite do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
Durante a cerimônia realizada no sábado, presidida pela desembargadora Carla Reis e conduzida pelo juiz Marcelo Vieira, presidente da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE), a 2ª subdefensora pública, Sarah Lobo, representou a Defensoria e escolheu uma das seções submetidas à auditoria ao longo de todo o dia da votação.
(Foto: Lucas Silva / DPAM)
Segundo a defensora, garantir a lisura das eleições é garantir os direitos das pessoas mais vulneráveis.
“A Defensoria Pública é um instrumento do regime democrático e, por isso, é importante participar da conferência e dos testes de integridade das urnas. O processo eleitoral define os governantes que vão representar legitimamente os interesses da população, especialmente das pessoas em situação de vulnerabilidade”, afirmou.
(Foto: Lucas Silva / DPAM)
Ao todo, 23 urnas foram selecionadas para os procedimentos de auditoria. Desse total, 18 passam pelo Teste de Integridade sem Biometria, realizado em ambiente controlado; duas, pelo Teste de Integridade com Biometria; e três, pelo Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais.
O Teste de Integridade é acompanhado por entidades fiscalizadoras, partidos políticos e representantes da sociedade desde 2002 e nunca apresentou indícios de irregularidades. O procedimento verifica se os votos registrados na urna correspondem aos resultados apresentados pelo equipamento.
Normatizada pelas Resoluções nº 23.673/2021 e nº 23.758/2026, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a auditoria consiste na comparação, voto a voto, entre os registros das escolhas realizadas durante a simulação da votação e o resultado apresentado pela urna. A verificação permite conferir o funcionamento do equipamento e a correspondência entre os votos registrados e a totalização apresentada ao final do teste.