ALTA

Alta no preço do querosene ameaça mais de 2 mil voos e atinge Amazonas com maior impacto

Com aumento de até 58% no combustível e nova alta prevista, governo anuncia medidas para conter crise no setor aéreo; estado concentra 17,5% das possíveis suspensões de voos

Lucas Motta
24/04/2026 às 18:49.
Atualizado em 24/04/2026 às 18:49

(Foto: Divulgação)

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) manifestou preocupação com a alta no preço do querosene de aviação e disse ter adotado medidas para aliviar a pressão sobre as companhias aéreas. Um levantamento da CNN Brasil indica que mais de 2 mil voos podem ser suspensos em maio, sendo o Amazonas o estado mais afetado, respondendo por 17,5% do total.

Para A CRÍTICA, o ministério informou que o preço do querosene de aviação subiu 58% em abril e deve aumentar mais 20% em maio. Para mitigar o impacto no setor, o governo já implementou algumas ações, como a isenção da cobrança de PIS/Cofins sobre o combustível, o que deve reduzir o custo em cerca de R$ 0,07 por litro.

Em parceria com o Ministério da Fazenda, o MPor aprovou linhas de crédito de até R$ 3,5 bilhões para as empresas aéreas. Desse total, R$ 2,5 bilhões serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), com limite de R$ 2,5 bilhões por empresa. Os outros R$ 1 bilhão serão oferecidos pelo Banco do Brasil. Ambos os financiamentos devem estar disponíveis até junho.

Outra medida adotada pelo governo federal foi o adiamento do pagamento da Tarifa de Uso das Comunicações e dos Auxílios à Navegação Aérea em Rota (TAN) e da Taxa de Permanência (TAT). Os valores, que normalmente teriam de ser quitados entre abril e junho, poderão ser pagos apenas no fim do ano.

Repercussão

O tema tem ganhado repercussão na política amazonense. Nesta semana, o senador Eduardo Braga (MDB) informou que voos para Tabatinga, no extremo oeste do estado, vão ser suspensos. O deputado estadual João Luiz (Republicanos) levou o assunto à Assembleia Legislativa do Amazonas e alertou que outros municípios também podem ser prejudicados.

Diante da crise, a proposta do “Open Sky” voltou a ganhar força nas discussões sobre o futuro da aviação no Amazonas. O projeto, defendido por Braga, autoriza a operação de voos por companhias estrangeiras que não tenham sede no Brasil. A proposta já avançou na Câmara dos Deputados e agora aguarda parecer no Senado.

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