Eleições 2026

Amazonas tem 7 candidatos ao governo para 2026 após prazo final

Cabo Daciolo oficializou candidatura no limite do prazo e se une a outros seis nomes para a disputa.

Valter Cardoso - TV A CRÍTICA
07/08/2026 às 09:51.
Atualizado em 07/08/2026 às 09:51

(Foto: Reprodução TV A CRÍTICA)

O cenário para as eleições de 2026 ao governo do Amazonas foi definido com a oficialização de sete candidaturas. A lista final foi consolidada no limite do prazo legal estabelecido para as convenções partidárias.

Entre as novidades, o partido Mobiliza oficializou o nome de Cabo Daciolo na corrida eleitoral. A confirmação ocorreu às 21h36, bem próximo do fim do prazo. Daciolo, que é catarinense, ganhou notoriedade nacional ao participar da disputa para a Presidência da República em 2018, ficando em quinto lugar com mais de um milhão de votos. Seu candidato a vice na chapa é Igor Oliveira.

Além de Cabo Daciolo, outros seis nomes concorrerão ao cargo de governador do Amazonas. São eles: David Almeida (Avante), Gilberto Vasconcelos (PSTU), Ismael Munduruku (Rede Solidariedade), Omar Aziz (PSD), e Roberto Cidade. Além do governador, em 2026 os eleitores amazonenses também elegerão deputados federais, deputados estaduais, presidente da República e senadores. O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro, e o segundo turno para o dia 25 do mesmo mês.

Com o cenário eleitoral se desenhando, é fundamental estar atento a práticas como o assédio eleitoral. O Ministério do Trabalho e a Justiça Eleitoral acenderam um alerta sobre essa prática, classificada como crime, comum no período que antecede as votações.

O assédio eleitoral ocorre frequentemente no ambiente de trabalho, onde gestores e empregadores utilizam sua posição de liderança para pressionar funcionários a votarem em candidatos específicos. Essa conduta viola o direito fundamental do voto sigiloso.

A prática pode se manifestar de diversas formas: desde pequenos incentivos para que o empregado vote em determinados candidatos, à oferta de benefícios como aumento salarial ou promoções em troca do voto. Em casos mais graves, pode haver coerção, com ameaças de corte de benefícios, troca de local de trabalho e até mesmo demissões, caso o funcionário não siga as orientações.

Segundo o Ministério do Trabalho e a Justiça Eleitoral, empresas e empregadores envolvidos em assédio eleitoral podem responder nas varas trabalhista, eleitoral e criminal. A prática não apenas fere a liberdade de escolha do eleitor, mas também os direitos fundamentais do cidadão.

É importante ressaltar que conversar sobre política no ambiente de trabalho não é caracterizado como assédio eleitoral. O crime se configura apenas quando há a inclusão de práticas coercitivas ou ameaças.

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