Com abstenção em torno de 50% entre quem tem mais de 70 anos, voto facultativo se torna foco de disputas acirradas
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O estado do Amazonas conta com mais de 400 mil eleitores com 60 anos ou mais aptos a votar. O contingente reúne pessoas a partir da terceira idade e também cidadãos com mais de 70 anos, faixa etária na qual o exercício do voto passa a ser facultativo pela legislação brasileira.
Apesar da desobrigação formal, muitos eleitores idosos mantêm a rotina de ir às urnas. A adesão voluntária, contudo, contrasta com o índice geral de não comparecimento: a abstenção entre os votantes da faixa facultativa idosa chega a 50%, percentual que demanda atenção da Justiça Eleitoral. Para comparação, entre os jovens de 16 e 17 anos — que também têm voto facultativo —, a abstenção gira em torno de 20%.
Em pleitos com margens apertadas entre candidatos, a mobilização desse contingente pode definir resultados eleitorais. Analistas apontam que atrair e incentivar a presença de idosos nas urnas funciona como elemento estratégico nas campanhas, uma vez que o padrão de abstenção tende a se repetir entre o primeiro e o segundo turno.
A presença nas seções eleitorais também expressa cidadania e autonomia para quem opta por comparecer. É o caso da aposentada Elizabeth, de 73 anos, que costuma ir votar acompanhada de vizinhas e afirma que pretende manter o hábito de exercer o direito ao voto enquanto mantiver condições de locomoção até o local de votação.