Suplente foi alçada ao cargo após Professora Jacqueline optar por permanecer como vereadora na Câmara Municipal de Manaus
(Foto: Hudson Fonseca/Aleam)
A ex-vereadora de Parintins Brena Dianná (União) tomou posse da vaga de deputada estadual nesta terça-feira (2) em cerimônia realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) durante a sessão dessa manhã. A política assume a vaga deixada por Roberto Cidade (União), eleito governador em maio, e que até pouco tempo era ocupada pela vereadora manauara Professora Jaqueline (União), que preferiu retornar à Câmara Municipal de Manaus.
Em seu primeiro discurso, Brena Dianná destacou que era a primeira mulher parintinense a assumir o cargo de deputada estadual e agradeceu os 13,4 mil votos recebidos na eleição de 2022, que lhe garantiu a segunda suplência do União Brasil.
A deputada assume a vaga a praticamente quatro meses das eleições de 2026, marcada para 4 de outubro. Sua posse foi adiada por todo o tempo em que a vereadora Professora Jacqueline esteve na ALE-AM. Ao longo de maio, a parlamentar foi questionada se continuaria deputada estadual, abrindo mão da cadeira na CMM, ou se retornaria ao legislativo manauara, optando pela última opção.
Brena Dianná estava sem cargo político desde a derrota para Mateus Assayag (PSD) na corrida pela Prefeitura de Parintins em 2024. Cotada como a grande favorita da disputa, a campanha da ex-vereadora desmoronou após o vazamento de um vídeo na semana do pleito em que integrantes do alto escalão do governo estadual, à época sob a liderança de Wilson Lima (União), articulavam utilizar a máquina pública para favorecer a candidata do União Brasil.
O caso foi revelado com exclusividade pela A CRÍTICA na época e culminou na operação Tupinambarana Liberta, da Polícia Federal, que indiciou cinco agentes públicos por organização criminosa, corrupção eleitoral e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
Os alvos foram Marcos Apolo Muniz, ex-secretário de Cultura e Economia Criativa; Fabrício Rogério Cyrino Barbosa, ex-secretário de Administração; Armando Silva do Valle, ex-diretor-presidente da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama); além do tenente-coronel Jackson Ribeiro dos Santos, ex-comandante da Rocam, e do capitão Guilherme Navarro Barbosa Martins, ligado à tropa de elite da Polícia Militar.
Todos foram exonerados de seus cargos após a deflagração da operação em outubro de 2024.