Segunda suplência

Brena Dianná toma posse como deputada estadual na vaga de Roberto Cidade

Suplente foi alçada ao cargo após Professora Jacqueline optar por permanecer como vereadora na Câmara Municipal de Manaus

Lucas dos Santos
02/06/2026 às 14:10.
Atualizado em 02/06/2026 às 14:19

(Foto: Hudson Fonseca/Aleam)

A ex-vereadora de Parintins Brena Dianná (União) tomou posse da vaga de deputada estadual nesta terça-feira (2) em cerimônia realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) durante a sessão dessa manhã. A política assume a vaga deixada por Roberto Cidade (União), eleito governador em maio, e que até pouco tempo era ocupada pela vereadora manauara Professora Jaqueline (União), que preferiu retornar à Câmara Municipal de Manaus.

Em seu primeiro discurso, Brena Dianná destacou que era a primeira mulher parintinense a assumir o cargo de deputada estadual e agradeceu os 13,4 mil votos recebidos na eleição de 2022, que lhe garantiu a segunda suplência do União Brasil.

“Hoje eu assumo o cargo de deputada estadual com gratidão, humildade e responsabilidade de representar não só Parintins, mas todo o povo do Amazonas, em especial os meus irmãos e irmãs do interior, porque lá, como eu disse, a gente sabe que as dificuldades são muitas. É por exatamente saber de onde eu vim, que eu jamais vou esquecer porque estou aqui”, disse.

A deputada assume a vaga a praticamente quatro meses das eleições de 2026, marcada para 4 de outubro. Sua posse foi adiada por todo o tempo em que a vereadora Professora Jacqueline esteve na ALE-AM. Ao longo de maio, a parlamentar foi questionada se continuaria deputada estadual, abrindo mão da cadeira na CMM, ou se retornaria ao legislativo manauara, optando pela última opção.

Brena Dianná estava sem cargo político desde a derrota para Mateus Assayag (PSD) na corrida pela Prefeitura de Parintins em 2024. Cotada como a grande favorita da disputa, a campanha da ex-vereadora desmoronou após o vazamento de um vídeo na semana do pleito em que integrantes do alto escalão do governo estadual, à época sob a liderança de Wilson Lima (União), articulavam utilizar a máquina pública para favorecer a candidata do União Brasil.

O caso foi revelado com exclusividade pela A CRÍTICA na época e culminou na operação Tupinambarana Liberta, da Polícia Federal, que indiciou cinco agentes públicos por organização criminosa, corrupção eleitoral e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

Os alvos foram Marcos Apolo Muniz, ex-secretário de Cultura e Economia Criativa; Fabrício Rogério Cyrino Barbosa, ex-secretário de Administração; Armando Silva do Valle, ex-diretor-presidente da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama); além do tenente-coronel Jackson Ribeiro dos Santos, ex-comandante da Rocam, e do capitão Guilherme Navarro Barbosa Martins, ligado à tropa de elite da Polícia Militar. 

Todos foram exonerados de seus cargos após a deflagração da operação em outubro de 2024.

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