política

Candidatos partem para o ataque em propaganda eleitoral a poucos dias do 1º turno

Críticas sobre suplente, à fila do Sisreg e promessas preencheram peças na TV nesta sexta-feira

Lucas dos Santos
25/09/2026 às 19:07.
Atualizado em 25/09/2026 às 19:07

(Foto: Divulgação)

Candidatos ao Senado e ao governo estadual adotaram um tom mais crítico na propaganda eleitoral de sexta-feira (15), praticamente a uma semana do primeiro turno das eleições de 2026. A mais intensa partiu do ex-governador Wilson Lima (União), que destinou parte do tempo para exibir uma reportagem expondo Alessandro Bronze Toniza (PL), primeiro suplente na chapa de Capitão Alberto Neto (PL).

A matéria, apresentada pelo jornalista Ronaldo Tiradentes em seu programa matinal, mostra Bronze como homem que “está à frente dos negócios do Porto de Manaus, que assalta a população pobre”. A peça publicitária mostra ainda populares reclamando do preço da tarifa do porto.

“Estou muito decepcionado, já cancelei o meu voto e penso que o Alberto Neto, daqui para a frente, vai perder muito voto tendo como suplente Alessandro Bronze. Eu não voto mais e vou alertar o eleitor, é minha obrigação, de que isso é uma manobra espúria”, disse Tiradentes.

O jornalista afirma ainda que haveria um acordo com Alberto Neto para que ele saísse do cargo em 2028 e deixasse Alessandro Bronze no cargo. Na sequência, Wilson Lima apresenta suas próprias propostas e destaca que a eleição terá dois votos para senador, pedindo “confiança para ser um deles”.

“No Senado, vou lutar pela castração química para estupradores, pela redução da maior idade penal e por punições rigorosas para o feminicídio. Eu vou trazer recursos para ajudar os programas que criei no meu governo”, prometeu.

Após a peça de Wilson Lima, se apresentaram os candidatos Eduardo Braga (MDB), Professora Evany (PSol) e Capitão Alberto Neto. Em sua propaganda, Braga centraliza críticas nos problemas da saúde do Amazonas e chama a fila do Sisreg de “desumanidade”. A pauta é frequentemente utilizada para criticar as gestões de Wilson Lima e do governador Roberto Cidade (União).

“Tem 159 mil pessoas esperando para fazer consultas e cirurgias. Muitas delas não sobrevivem à espera, que na maioria das vezes demora anos. É inadmissível que nós não enfrentemos como prioridade zero acabar com a fila do Sisreg”, disse Braga, em meio a relatos de usuários do sistema público de saúde criticando a demora no atendimento.

Com pouco tempo de tela, Professora Evany focou em se apresentar ao eleitor e destacar que é a única mulher a concorrer ao Senado nas eleições de 2026. A professora universitária se coloca em favor dos direitos femininos e das minorias marginalizadas, pedindo ainda voto para o presidente Lula (PT), embora o Partido Socialismo e Liberdade (PSol) não integre a coligação petista no Amazonas.

Apresentando-se como o “senador da Saúde”, o deputado Capitão Alberto Neto também focou suas críticas na “fila da morte” do Sisreg, relatando atraso de pagamentos a médicos e profissionais da saúde, “sem esquecer do que aconteceu na pandemia, uma ferida que ainda dói em milhares de famílias”.

“Se a situação é dramática em Manaus, a saúde do interior só não está na UTI, porque lá não tem UTI. E o que um senador pode fazer pela saúde? Muita coisa. Trazer emendas e recursos que se forem bem aplicados servem para construir hospitais e ambulatórios”, disse.

Governo

Entre os candidatos ao governo estadual, Roberto Cidade usou seu espaço para apresentar as realizações da gestão como a retomada dos trabalhos de modernização da rodovia AM-010, promessa de 50 novas pontes em Manaus e afirmando que foi seu governo que garantiu a licença ambiental para avançar as obras do trecho do meio da BR-319. O ex-prefeito David Almeida (Avante) também focou em feitos de sua gestão, como a garantia do passe livre estudantil e construção de novas escolas na zona rural de Manaus.

O senador Omar Aziz (PSD) dedicou seu programa à defesa da expansão da Zona Franca de Manaus (ZFM), destacando a aprovação da reforma tributária que garantiu as vantagens do polo por mais 50 anos. Ao final, ele também prometeu relançar o programa Ronda no Bairro e parcerias com a iniciativa privada para resolver a fila do Sisreg.

Já Maria do Carmo (PL) foi mais incisiva na propaganda, que exibiu trechos do debate ocorrido na TV Norte. Em uma de suas intervenções, a candidata relembrou a pandemia e afirmou que “enquanto as pessoas fechavam caixões, vocês fechavam contratos”, em referência a Roberto Cidade e Wilson Lima.

“A gente consegue fazer a ordem cronológica dos seus contratos com o governo Wilson Lima. E por isso ele foi praticamente inocentado naquela época com a CPI da Covid que morreu daí pra frente, e o senhor continuou parceiro dele esses anos todos. Roberto Cidade vem aí de um governo que foi simplesmente o pior governo do estado do Amazonas por duas vezes escolhido o pior governador”, disse.

A empresária também direcionou críticas a Omar Aziz, que já foi vice-governador, governador e é senador há 12 anos, questionando porque não deram soluções para o Amazonas enquanto podiam.

“Hoje, a gente sabe exatamente onde o calo aperta e onde dói e mata, porque a corrupção que grassou esse último governo, matou pessoas sim e é preciso a gente enfrentar essa realidade”, completou.

Isael Munduruku (Rede), com pouco tempo de TV, citou seu trabalho na advocacia e sua experiência em movimentos sociais.

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